Manchester United arranca Premier League com uma derrota
Manchester United arranca Premier League com uma derrota

Supresa a arrancar: Man. United vive 'pesadelo' na primeira jornada da Premier League

'Red devils' foram ao terreno do recém-promovido Hull e foram surpreendidos com uma derrota por 0-2. Bruno Fernandes foi titular, enquanto Diogo Dalot foi lançado no segundo tempo

O regresso do Hull City à Premier League, nove anos depois da última presença no principal escalão inglês, não podia ter tido um cartão de visita mais sonante. Logo na primeira jornada, os tigers receberam o Manchester United e ofereceram aos adeptos uma tarde para guardar na memória: vitória por 2-0, autoridade defensiva e uma eficácia letal nas bolas paradas.

Promovido de volta ao convívio dos grandes, o Hull não entrou na Premier para pedir licença. Entrou para fazer barulho. E, perante um Manchester United — com Bruno Fernandes a titular —que nunca encontrou verdadeiramente o caminho para a baliza de Tzolakis, a equipa da casa construiu a surpresa ainda antes do intervalo e depois soube protegê-la com enorme maturidade.

Aos 17 minutos, na sequência de um canto, Semi Ajayi que apareceu no sítio certo para finalizar a recarga e inaugurar o marcador, após uma defesa estrondosa de Lammens a remate de McBurnie.

O Manchester United tentou responder e chegou a ameaçar, com Bryan Mbeumo a obrigar Tzolakis a uma boa intervenção aos 35 minutos, num remate acrobático. Mas a tarde era dos tigers.

Aos 38', novo lance de bola parada e novo golpe. O recém-chegado Nobel Mendy, em estreia absoluta, ganhou a disputa aérea e cabeceou sem piedade para o fundo das redes. Em pouco mais de 20 minutos, o Hull tinha construído uma vantagem de dois golos e colocado o United diante de uma montanha para escalar.

Rashford regressou, mas o Hull não tremeu

Michael Carrick procurou mudar o rumo dos acontecimentos no intervalo e lançou Marcus Rashford, que voltou a vestir a camisola do United, quase dois anos depois, para o lugar de Patrick Dorgu. Com Mbeumo mais por dentro e Rashford a dar largura à esquerda, os red devils ganharam presença ofensiva. Só que encontraram uma muralha.

O Hull recuou quando teve de recuar, fechou os espaços e contou ainda com um Tzolakis em noite inspirada. Aos 78 minutos, o guarda-redes voltou a negar o golo a Mbeumo, mantendo a baliza inviolada.

Carrick tentou tudo, lançando ainda Kobbie Mainoo, Benjamin Sesko, Diogo Dalot e Shea Lacey, mas o United esbarrou numa equipa que parecia saber exatamente o que queria fazer em cada momento.

No apito final, o 2-0 ganhou dimensão de feito. O Hull regressou à elite do futebol inglês e, logo à primeira, derrubou um dos gigantes. Para os tigers, foi mais do que uma vitória: foi uma declaração de intenções. Para o Manchester United — que pela primeira vez na sua história, perdeu contra um recém-promovido na jornada inaugural —, foi uma primeira tarde de campeonato que deixa muito para pensar.

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