Giovany Maieco, filho de Akwá
Giovany Maieco, filho de Akwá

Giovany Maieco, filho de Akwá: «Espero poder fazer melhor do que o meu pai»

Em entrevista exclusiva, o jogador abordou o peso do legado familiar, a ambição no Alverca e o sonho de um dia vestir as cores da seleção nacional de Angola

O filho do histórico internacional angolano Fabrice Maieco «Akwá» assinou pelo Alverca 30 anos depois do pai e traça objetivos claros: afirmar-se na equipa B, dar o salto para a equipa principal e, no futuro, honrar a camisola dos Palancas Negras.

Em entrevista exclusiva, o jogador abordou o peso do legado familiar, a ambição no novo clube e o sonho de um dia vestir as cores da seleção nacional de Angola.

Assinar pelo mesmo clube onde o pai fez história carrega um simbolismo inevitável, mas Giovany encara o momento com maturidade e foco no seu próprio caminho: «É um sentimento bom. O meu pai já fez a história dele no Alverca. Foi mera coincidência, nesta fase, 30 anos depois, eu vir para o Alverca, o mesmo clube que o meu pai representou. Mas o meu pai já fez o dele, o período dele no Alverca já acabou e inicia-se agora o meu. Espero corresponder às expectativas e poder fazer melhor do que o meu pai.»

O novo reforço ribatejano destacou ainda a ligação emocional e as memórias que encontrou no clube: «É sempre bom quando tens gerações anteriores que passaram no lugar onde estás agora. Se calhar foi alguém que ajudou ou foi ajudado por pessoas que ainda estão no clube. Por exemplo, o meu mister disse que quando era juvenil via o meu pai a jogar. É um sentimento muito bom, mas agora é a hora de fazer o meu caminho. E quem sabe, no futuro, as próximas gerações também poderem dizer que o Giovany chegou ao Alverca e fez uma carreira bonita aqui.»

A oportunidade no Alverca representa, para o avançado, o fruto de trabalho árduo, mas simultaneamente o início de uma longa caminhada: «Assinar pelo Alverca é um sentimento de orgulho e de felicidade. É o sinal de que o trabalho tem sido bem feito, que os dias de esforço e disciplina compensaram. Mas é apenas o começo de tudo. Falta muito trabalho para chegar onde queremos. Entrei para a equipa B, mas o objetivo é destacar-me, cumprir aquilo que me foi proposto — que é fazer golos pelo Alverca — e dar o salto para a equipa principal. Todos sabemos que o foco de qualquer jogador é a equipa principal e comigo não é diferente.»

Cioso da importância do presente, Giovany recusa desviar atenções para eventuais transferências futuras: «Acho que é muito cedo para começar a pensar em outros lugares. Acabei de assinar pelo Alverca e o foco tem de estar sempre no presente. O dia de amanhã pertence a Deus. Quando chegar a altura de decidir o meu futuro, passar-se-á essa fase, mas o foco agora é adaptar-me bem, fazer golos e ajudar a equipa.»

A representação da Seleção Nacional de Angola é um objetivo natural para quem cresceu a ver o pai defender as cores do país, embora Giovany prefira manter os pés bem assentes na terra: «Acho que é um pensamento unânime: toda a criança que cresce e sonha ser jogador de futebol, sonha em representar a seleção do seu país e levar a bandeira ao nível mais alto. Eu sou uma dessas pessoas. Cresci a ouvir o que o meu pai fez pela seleção e fica sempre aquele pensamento: 'eu também quero um dia poder estar nessa história, poder fazer isso e fazer melhor'. É um sonho representar a Seleção Nacional, mas há muito trabalho a percorrer e muita estrada para caminhar.»

«Acabei de assinar contrato com o Alverca, por isso a seleção é um assunto para se falar depois. As coisas primeiro têm de dar certo aqui no clube para depois, eventualmente, poder ser chamado à seleção. É um sonho, mas por agora ainda está distante. O foco total está no Alverca», concluiu o jovem avançado.

O jogador de 19 anos passou já pela Fundação Salesianos e pelo Operário Lisboa. Tem 1,92m, é avançado e vem de uma família de futebolistas. Para além do pai, Akwá, também o tio Rasca e o irmão Edy têm histórico no futebol.

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