Foi internacional jovem português, mas escolheu Angola: «Abdiquei das minhas férias»
Sandro Cruz tem o desporto de alta de competição no sangue. O pai, Filipe Cruz, é selecionador angolano de andebol, depois de ter acumulado 150 internacionalizações pela Seleção Nacional, como jogador. Já o irmão, Stélvio, formado no SC Braga e atual jogador Luxembourg City, somou 12 jogos pela seleção angolana.
Sandro representou a equipa das Quinas em 12 ocasiões, nos sub-16 e sub-17, mas o legado familiar falou mais alto. O lateral esquerdo estreou-se pela seleção angolana a 7 de junho de 2024, num duelo contra o Essuatini e venceu a Taça COSAFA, um mês depois.
— Foi internacional por Portugal nas camadas jovens, mas estreia-se pela seleção principal de angola em 2024. Porque é que decidiu tomar esta decisão logo aos 23 anos?
— Muito devido ao meu irmão [Stélvio Cruz] que jogou lá. Quis dar continuidade ao legado que ele deixou. Era importante para mim, foi importante para a minha família também. O meu pai [Filipe Cruz] jogou pela seleção portuguesa de andebol, mas treina a seleção angolana de andebol. Angola é casa, é nação, é família. É um orgulho poder representar a seleção de Angola e continuar o legado da minha família. Estou feliz por representá-la e espero que possamos classificar-nos para o CAN e quem sabe para o próximo Mundial,
— A qualificação para o Campeonato do Mundo de 2030 é um sonho ou um objetivo?
— Os dois. Sonho porque poderia representar a minha seleção no país onde nasci. Objetivo porque seria uma grande alegria para todo o povo angolano estarmos no campeonato do mundo. Já estivemos lá uma vez. Seria um orgulho enorme representar todos os angolanos na maior competição do mundo.
— A Taça COSAFA levantou o véu sobre o peso de representar Angola?
— Foi importante para conhecer o futebol africano. É completamente diferente do europeu, muito físico, muito rápido. A Taça COSAFA foi uma boa conquista. Na altura estava lá o mister Pedro Gonçalves que falou comigo e disse que seria bom para mim. Abdiquei das minhas férias e correu tudo bem. Foi um gostinho bom poder ganhar algo pelo meu país.