Hassan e Salah durante o Mundial 2026
Hassan e Salah durante o Mundial 2026 - Foto: IMAGO

Fim da linha: selecionador deixa Egito depois de polémica com Salah

Capitão dos faraós tinha saído insatisfeito da última pausa de seleções. Hossam Hassan também foi muito contestado por ter criticado os jogadores da Liga egípcia

Hossam Hassan tem os dias contados no comando técnico da seleção do Egito. A garantia foi avançada pela figura mediática Ibrahim Fayek, que revelou que a saída do treinador já está consumada nos bastidores e que a oficialização deverá ocorrer ainda esta noite.

Esta rutura surge no auge de um período de forte turbulência na equipa técnica dos faraós. Recentemente, a Federação Egípcia tentou apaziguar os ânimos ao apelar à tranquilidade dos adeptos e da Imprensa, sublinhando que a estabilidade e os interesses da seleção principal representam a prioridade máxima numa fase que exige solidariedade e sentido de responsabilidade.

O ambiente agravou-se com a intervenção do Conselho Supremo de Regulação dos Media, que baniu Hassan de comparências públicas e intervenções na imprensa, na sequência de episódios controversos que extravasaram a esfera desportiva.

O plano inicial da federação passava pela permanência do atual corpo técnico para a dupla jornada de qualificação para o Campeonato Africano das Nações de 2027, frente ao Malawi (em casa e fora), adiando qualquer decisão sobre o futuro do selecionador para o final desse estágio. Para o seu lugar, Hossam El-Badry e Ali Maher surgem referenciados como os principais candidatos à sucessão.

A fuga de informação da rescisão antes de qualquer comunicado formal gerou forte mal-estar e irritação na cúpula federativa, que pretendia segurar o anúncio até ao término dos próximos dois compromissos internacionais.

A contestação em torno de Hassan vinha a intensificar-se desde a paragem de outubro, altura em que estalou um desentendimento aceso com o capitão Mohamed Salah. Segundo relatos da Imprensa, o avançado abandonou a concentração agastado com a situação, cenário que obrigou Hany Abo Rida a viajar até à Turquia para se reunir com o jogador e tentar estancar a crise interna. Além disso, o técnico deixara muitas críticas aos jogadores que atuam na Liga nacional, o que não caiu bem no seio da seleção.

A somar ao clima de instabilidade, Hossam Hassan cumpre atualmente um castigo de três jogos aplicado pela FIFA, sanção que já o iria afastar da área técnica e forçar a assistir a ambos os encontros com o Malawi a partir das bancadas.

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