Fim da linha: selecionador deixa Egito depois de polémica com Salah
Hossam Hassan tem os dias contados no comando técnico da seleção do Egito. A garantia foi avançada pela figura mediática Ibrahim Fayek, que revelou que a saída do treinador já está consumada nos bastidores e que a oficialização deverá ocorrer ainda esta noite.
Esta rutura surge no auge de um período de forte turbulência na equipa técnica dos faraós. Recentemente, a Federação Egípcia tentou apaziguar os ânimos ao apelar à tranquilidade dos adeptos e da Imprensa, sublinhando que a estabilidade e os interesses da seleção principal representam a prioridade máxima numa fase que exige solidariedade e sentido de responsabilidade.
O ambiente agravou-se com a intervenção do Conselho Supremo de Regulação dos Media, que baniu Hassan de comparências públicas e intervenções na imprensa, na sequência de episódios controversos que extravasaram a esfera desportiva.
O plano inicial da federação passava pela permanência do atual corpo técnico para a dupla jornada de qualificação para o Campeonato Africano das Nações de 2027, frente ao Malawi (em casa e fora), adiando qualquer decisão sobre o futuro do selecionador para o final desse estágio. Para o seu lugar, Hossam El-Badry e Ali Maher surgem referenciados como os principais candidatos à sucessão.
A fuga de informação da rescisão antes de qualquer comunicado formal gerou forte mal-estar e irritação na cúpula federativa, que pretendia segurar o anúncio até ao término dos próximos dois compromissos internacionais.
A contestação em torno de Hassan vinha a intensificar-se desde a paragem de outubro, altura em que estalou um desentendimento aceso com o capitão Mohamed Salah. Segundo relatos da Imprensa, o avançado abandonou a concentração agastado com a situação, cenário que obrigou Hany Abo Rida a viajar até à Turquia para se reunir com o jogador e tentar estancar a crise interna. Além disso, o técnico deixara muitas críticas aos jogadores que atuam na Liga nacional, o que não caiu bem no seio da seleção.
A somar ao clima de instabilidade, Hossam Hassan cumpre atualmente um castigo de três jogos aplicado pela FIFA, sanção que já o iria afastar da área técnica e forçar a assistir a ambos os encontros com o Malawi a partir das bancadas.
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