Kiwior festeja com Bednarek o primeiro golo pelo FC Porto - Foto: Sérgio Miguel Santos
Kiwior festeja com Bednarek o primeiro golo pelo FC Porto - Foto: Sérgio Miguel Santos

Em tarde de estreias, Kiwior provou a receita da mesa do canto (as notas do FC Porto)

Central polaco marcou o primeiro golo pelo FC Porto, consumando a reviravolta em Rio Maior. Ainda fez o passe que originou o 3-1. Gimenez ganhou penálti e converteu-o. Diogo Costa foi um gigante... outra vez!
Melhor em campo - Kiwior (7)

O central polaco já tinha visto dois golos serem-lhe anulados na presente época (contra Rio Ave e Arouca), mas, ao 47.º jogo oficial com a camisola do FC Porto, estreou-se mesmo a marcar. À passagem da hora de jogo, subiu ao segundo andar na grande área do Casa Pia, desviando com sucesso o pontapé de canto batido por Gabri Veiga. Kiwior tornou-se, assim, no mais recente beneficiário da receita deste FC Porto na bola parada, mas também deu uma perninha, no caso a esquerda, na hora de... servir: foi dele a bola longa que Khaly desviou — muito mal... — para o tiro certeiro de Borja Sainz no 3-1. De resto, reatou, de forma fiável, a dupla com Bednarek e coordenou bem com Moura o controlo da meia-esquerda. A tudo isto, ainda juntou corte precioso (71') e a qualidade habitual no passe.

Diogo Costa (7) — Domínio de peito notável no primeiro quarto de hora e uma boa defesa a remate de Salah (25'). No penálti do Casa Pia, foi enganado por Henrique Araújo. Aos 58', negou, com intervenção espetacular, o golo de uma vida a Selvi Clua. Já aos 72' estava no sítio certo para sacudir um cabeceamento perigoso.

Alberto (6) — Quatro dias após um jogo ultradesgastante com o City, evidenciou tremenda disponibilidade física: aos 77', perdeu a bola, mas sprintou para trás e acabou por atrapalhar João Rego. Muleta de William a atacar, foi traído por um passe à queima do brasileiro (31'). Importante no 1-1, a colocar em Rosario. Rendido aos 80', pois vem aí o clássico...

Bednarek (6) — Atingido na face no primeiro pontapé de canto do encontro, não ficou... zonzo. Imperial pelo ar, limpou o que foi preciso, corrigindo até um ou outro (pequeno) deslize dos colegas do setor defensivo.

Francisco Moura (5) — Aos poucos, vai recuperando a confiança. Menos vistoso ou galopante do que Alberto Costa, equilibrou as subidas pelo flanco esquerdo e conseguiu cruzar num par de ocasiões, uma das quais com relativo perigo. Defensivamente, esteve certinho.

Pablo Rosario (5) — A nota do bombeiro de serviço dos campeões nacionais é penalizada pelo penálti que cometeu, aos 40', quando acertou em Selvi Clua numa tentativa de alívio... precipitada. De certa forma, redimiu-se pouco depois, servindo com frieza André Silva para o empate. Acabou como médio interior pela meia-direita, em nova prova de que é (praticamente) incansável.

Inbeom Hwang (5) — Endossou para Gabri Veiga atirar à barra (7') e facilitou a circulação numa ou outra ocasião, mas esperava-se maior influência na estreia do internacional sul-coreano a titular. Rendido aos 70’.

Gabri Veiga (7) — Atravessa um bom momento futebolístico, a que junta grande fulgor físico. Quase marcava um golaço, aos 7', mas viu a trave negar-lhe o festejo. Solidário na transição defensiva, colocou, de canto e redondinha, na cabeça de Kiwior, para o 2-1. Com Inbeom discreto, foi o galego quem melhor geriu os tempos no miolo. Substituído aos 80'.

William Gomes (5) — Ensaiou o movimento típico, de fora para dentro, sem grande sucesso e, aos 31', queimou Alberto com um atraso disparatado. Por outro lado, bateu o canto do 1-1. Em campo aberto, podia ter feito melhor (59'). Saiu na primeira leva de alterações.

André Silva (6) — Algo escondido na primeira parte (faltou velocidade para apanhar um belo passe de Inbeom...), foi na compensação que apareceu, no sítio certo, a emendar para o empate, mesmo que tenha acertado primeiro em Mandic. Ameaçou o bis aos 48', mas Khaly desviou para canto. De livre, disparou por cima (55’). Substituído aos 62’.

Pepê (4) — Procurou explorar a velocidade nos minutos iniciais, mas foi inconsequente no último terço. Como tal, não deixa de ser estranho que tenha feito 90 minutos... outra vez.

Borja Sainz (6) — Lançado na direita, entrou com tudo. Só precisou de quatro minutos em campo para anotar o tento da tranquilidade (3-1), aproveitando da melhor forma um corte defeituoso de Khaly.

Santiago Gimenez (6) — Continua a aproveitar as oportunidades. Deu fôlego renovado e ofereceu mais fisicalidade ao ataque do que André Silva. Na ponta final, ganhou penálti e, na conversão, estreou-se a marcar pelo FC Porto.

Alan Varela (4) — Duas perdas de bola desnecessárias. Não foi a melhor entrada...

Martim Fernandes (5) — Desta vez, entrou para fechar a lateral-direita. Sem sobressaltos.

Seko Fofana (5) — Refrescou o miolo nos últimos 15 minutos.

As notas do FC Porto

Diogo Costa (7); Alberto (6), Bednarek (6), Kiwior (7) e Francisco Moura (5); Pablo Rosario (5), Inbeom Hwang (5) e Gabri Veiga (7); William Gomes (5), André Silva (6) e Pepê (4)

Suplentes utilizados: Borja Sainz (6), Santiago Gimenez (6), Alan Varela (4), Martim Fernandes (5) e Seko Fofana (5)

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