FC Porto: regresso à vista de cabeça limpa e de olho na redenção
Francisco Moura esteve ausente das opções de Francesco Farioli para a deslocação à Madeira, no passado domingo, por conta do cartão amarelo que viu (o 5.º na edição 2025/26 da Liga) no encontro anterior, frente ao Sporting, no Dragão. Esse foi, aliás, um dos dois momentos que marcaram a entrada do lateral-esquerdo em campo... pela negativa. Além da admoestação, o camisola 74 cometeu a grande penalidade que acabaria por dar origem ao 1-1 final, que tirou dois pontos ao FC Porto em cima do derradeiro apito.
Este domingo, a história é outra: Moura está de volta às contas do treinador italiano e até tem o regresso ao onze inicial em ponto de mira, de cabeça limpa. Mas vamos por partes.
Na vitória azul e branca na Choupana, frente ao Nacional, pela margem mínima, Zaidu foi titular no corredor canhoto da linha defensiva e até atuou os 90 minutos. Uma opção natural, atendendo às lesões de Martim Fernandes, Kiwior e à suspensão de Moura. Ora, para a receção de domingo (20h30) ao Rio Ave, não deve haver evolução de maior em termos clínicos, pelo que tanto o lateral formado no Olival como o polivalente polaco dificilmente serão dados como aptos para irem a jogo — talvez diante do Arouca, dia 27, seja possível. Desta feita, porém, já há Francisco Moura.
Farioli pode optar por não mexer no setor recuado e repetir a titularidade de Zaidu, mas, olhando para a tendência da época, é de crer que o ex-Famalicão recupere a titularidade. O técnico dos dragões não se coibiu de elogiar o internacional nigeriano após o triunfo em solo insular, no fim de semana passado, mas entende que Moura dá mais garantias coletivas e individuais à equipa.
Há, também, alguma curiosidade para perceber o tipo de resposta que o lateral, de 26 anos, será capaz de dar perante o sempre exigente tribunal do Dragão, depois de ter sido fustigado com críticas (a maioria nas redes sociais) motivadas pelos erros cometidos no clássico de 9 de fevereiro, uma semana depois da derrota frente ao Casa Pia, na qual também não esteve particularmente feliz. Farioli abordou o tema publicamente na véspera do jogo com o Nacional. «Foi um erro, não há como esconder, mas acontece. Há uns tempos, falávamos nos penáltis falhados pelo Samu. O Moura não queria cometer aquele erro, mas não há que matar um jogador por causa disso. (...) Quando voltar, estará coma cabeça limpa», prometeu o homem do leme portista.
O erro e as críticas estão no retrovisor do camisola 74, que, amanhã, terá oportunidade para redimir-se. E, em princípio, como opção inicial.