Ex-Real Madrid arrasa os capitães: «Esses três têm de sair!»
Santi Cañizares, antigo guarda-redes, teceu duras críticas à atual estrutura de capitães do Real Madrid, defendendo a saída de Daniel Carvajal, Federico Valverde e Vinícius Júnior. Para o ex-internacional espanhol, a liderança no balneário falhou durante uma «época humilhante».
Numa intervenção no programa El Debate de La Pizarra, Cañizares apontou o dedo à falta de pulso dos líderes da equipa. «Aqui falhou algo, o seio do balneário, o coração do balneário, que tem a ver com os capitães», afirmou, responsabilizando-os por não terem conseguido suster o grupo nos momentos difíceis.
O primeiro visado foi Dani Carvajal, cuja ausência dos relvados lhe retirou influência. «Os capitães não estiveram presentes. Carvajal porque não jogou e, quando um jogador não joga, evidentemente perde um pouco a ascendência sobre o balneário e também a vontade de se colocar ao serviço do mesmo. Não pode renovar», sentenciou. O lateral está fora dos pré-convocados de Espanha para o Mundial e em final de contrato.
As críticas subiram de tom ao falar de Fede Valverde, o segundo capitão, que teve duas altercações com Tchouaméni e foi parar ao hospital. «Valverde é um rapaz bastante ausente, que não exerce como capitão», comentou Cañizares, acrescentando que o uruguaio «gerou um conflito de última hora, no qual não só gerou o conflito como também não exerceu de capitão. Para o mercado», atirou.
No entanto, a análise mais contundente foi dirigida a Vinícius. Cañizares questionou a atitude do brasileiro, considerando-a incompatível com os valores de um capitão do Real Madrid. «No outro dia era capitão do Real Madrid a exibir 15 Champions em vez de aguentar e suportar o que se tem de suportar quando se fez uma época humilhante para o clube», criticou.
Para o comentador, o comportamento do avançado não é o de um líder. «Não é maneira de pisar o rival, recordar-lhe que há 15 Champions», insistiu, sublinhando que de um capitão «se espera outro tipo de jogador completamente distinto, não aquele que sobrepõe o seu ego, não aquele que sobrepõe os seus interesses». A situação contratual do brasileiro, com apenas mais um ano de vínculo e sem renovação à vista, foi outro motivo apontado para a sua colocação «no mercado».
Cañizares concluiu de forma taxativa a sua opinião sobre o trio: «Esses três capitães têm de sair!» Em contrapartida, o antigo guarda-redes defende a continuidade de Mbappé, embora com condições. «Tendo colocado os outros no mercado, creio que a Mbappé se deve dar outra oportunidade, com uma série de limitações, exigências, compromisso», explicou.
No que toca à futura liderança, Cañizares não tem dúvidas sobre quem deve assumir a braçadeira. «Para mim, essa ordem tem de ser encabeçada por Courtois como primeiro capitão, porque é, neste momento, o rapaz mais centrado, mais profissional», assinalou. Considerou ainda que o guarda-redes belga «já merecia estar à frente de Vinícius como terceiro capitão, porque são do mesmo ano», defendendo que o clube precisa de «começar a construir uma equipa» a partir de uma nova ordem interna.