Infantino com Trump
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EUA isentam adeptos do Mundial de depósito de 15 mil dólares para visto

Medida surge a menos de um mês do arranque da prova

A administração Trump anunciou que os adeptos de futebol de 50 países que pretendam viajar para os Estados Unidos para assistir ao Mundial, que arranca a 11 de junho, ficarão isentos do pagamento de um depósito de 15 mil dólares (cerca de 12,82 mil euros) para a obtenção do visto, desde que possuam bilhetes válidos para os jogos.

Esta medida abrange cinco seleções que se qualificaram para o torneio, que será coorganizado pelos Estados Unidos, Canadá e México a partir de 11 de junho: Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia.

A confirmação foi dada por Mora Namdar, Secretária de Estado Adjunta para os Assuntos Consulares, em declarações à BBC. «Estamos a dispensar as cauções de visto para os adeptos qualificados que compraram bilhetes para o Mundial», afirmou.

Recorde-se que a exigência deste depósito foi introduzida no ano passado como parte de um programa-piloto de 12 meses, lançado em agosto, com o objetivo de reduzir o número de pessoas que permanecem no país após a expiração do visto. Segundo o Departamento de Estado norte-americano, a medida visava combater os casos de permanência ilegal ou situações «em que a informação de triagem e verificação é considerada deficiente». O valor da caução seria reembolsado no final da estadia do visitante.

Embora jogadores e treinadores já estivessem isentos desta obrigação, os adeptos com bilhetes confirmados só foram incluídos na isenção esta quarta-feira.

A FIFA reagiu à notícia através de um comunicado, considerando que o anúncio demonstra a colaboração contínua com a Casa Branca «para proporcionar um evento global de sucesso, recordista e inesquecível». O organismo acrescentou: «Estamos gratos à Administração pela parceria contínua».

Apesar da suspensão da medida para os adeptos de futebol dos 50 países afetados, os viajantes do Irão e do Haiti continuam impedidos de entrar. No entanto, os jogadores e treinadores destes países estão isentos para viagens relacionadas com o Mundial.

Já os viajantes da Costa do Marfim e do Senegal, ambos qualificados para o torneio, enfrentam restrições parciais ao abrigo de uma versão alargada da proibição de viagens.

Esta política de vistos insere-se num contexto mais vasto de controlo da imigração. No final do ano passado, o governo dos EUA anunciou também que os turistas de dezenas de países poderiam ser obrigados a fornecer um histórico de cinco anos das suas redes sociais como condição de entrada, uma política que poderá afetar os visitantes do Mundial. Grupos de defesa dos direitos humanos alertaram que tais medidas podem levar a recusas de entrada, riscos de detenção, vigilância acrescida e discriminação racial.

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