Pape Gueye marcou o golo que deu o título africano ao Senegal para Marrocos, que jogou em casa - FOTO CAF
Pape Gueye marcou o golo que deu o título africano ao Senegal para Marrocos, que jogou em casa - FOTO CAF

«Eu não o teria feito», diz Pape Gueye sobre 'Panenka' na final da CAN

Senegal conquistou o troféu numa final de loucos diante de Marrocos

Pape Gueye, autor do único golo na final do Campeonato Africano das Nações que deu a vitória ao Senegal frente a Marrocos (1-0), admitiu ter ficado surpreendido com a tentativa de penálti à Panenka de Brahim Diaz, um gesto que ele próprio não teria arriscado.

Agora, a frio, Pape Gueye prefere sorrir perante a situação e reconhece que, no lugar de Brahim Diaz, jamais teria cometido tal 'loucura', em entrevista ao programa francês Téléfoot.

«Foi ousado. Sinceramente, eu não o teria feito. Não é um risco que teria corrido. Mas, pronto, ele tentou. Se marcasse acho que ficaria logo atrás de Zidane...», comentou o médio, que decidiu a partida com um remate sublime de pé esquerdo no início do prolongamento.

«É o golo mais bonito e mais importante da minha carreira, pelo jogo que era e pelo desenrolar dos acontecimentos. Foi como uma libertação. Foi incrível poder dar esta alegria a todo um país», realçou o jogador do Villarreal, que regressou aos relvados no passado sábado, na derrota frente ao Real Madrid (0-2).

Titular indiscutível nos Leões da Teranga, o jogador conquistou, aos 26 anos, o segundo título da CAN, apos a vitória em 2021. «Não sou uma lenda [risos]. Estou num bom momento da minha carreira, mas ainda me restam bastantes anos. No final veremos se sou uma lenda ou não.»