Estoril focado no dia-a-dia: «Talvez pensem que é tanga, mas...»
Com oito jornadas por disputar na Liga 2025/26, o Estoril ocupa um tranquilo sétimo posto e, garante o seu treinador, Ian Cathro, trabalha sem pressão. «Talvez pensem que é tanga, mas é mesmo verdade: trabalhamos só pelo dia, e o dia seguinte, e nada mais do que isso», transmitiu, com serenidade.
Cathro vincou, ainda assim, que ausência de pressão não significa laxismo e o emblema da Linha de Cascais aponta ao desafio que se segue, frente ao Rio Ave, no qual o técnico projeta dificuldades e um bom opositor - «É uma equipa muito mais robusta que na primeira volta», constatou, sem hesitar, na antevisão à partida.
«Qualidades, podemos olhar para o seu meio-campo, que defensivamente vejo-o muito forte; nas alas - quase como todas as equipas neste campeonato - têm velocidade, agressividade ofensiva, capacidade de um para um e sabem chegar a zonas de cruzar ou combinar e também vários jogadores que podem fazer as duas posições, seja 10 ou segundo avançado mais o avançado. São jogadores inteligentes que sabem ocupar espaço», detalhou, bem impressionado.
O Rio Ave está bem diferente da versão que o Estoril encontrou na primeira volta e Ian Cathro reconheceu-o, mas realça que a sua equipa é hoje mais madura e evoluída. «Temos de perceber que um jogo em março não é igual a um jogo em agosto e perceber também as circunstâncias táticas e psicológicas», lembrou.
«Tudo isso ajuda a chegar à conclusão sobre o OK, agora, nos próximos dois minutos, como tem de ser? O que é melhor para nós? Como crescemos durante este jogo, mantendo algum controlo? Poucas vezes até agora fomos capazes de sentir esse controlo sem ser com bola no pé. Acho que este último jogo [Nacional, vitória por 1-0] mostrou que estamos mais perto de ser uma equipa que consegue fazer as duas coisas», indicou, satisfeito.