Ian Cathro: «É difícil ser notado nos clubes pequenos»
Há época e meia ao comando do Estoril, Ian Cathro não esconde a sintonia que sente não apenas no clube, mas também com o futebol português e o próprio país, como fez questão de notar em entrevista à revista World Soccer.
«Não me importo de dizer que estou bastante orgulhoso de mim. Fiz muito na minha carreira e estive em muitos lugares, mas estou genuinamente orgulhoso disso [de se sentir aceite em Portugal] e reconhecido, grato a certa medida também, mas também sei que trabalhei verdadeiramente no duro para chegar a este ponto», afirmou, satisfeito pela boa fase na carreira, impulsionada pelo trabalho realizado na Amoreira.
O emblema da Linha de Cascais ocupa o 7.º lugar da Liga e o escocês foi distinguido como treinador do mês em janeiro, fatores que lhe trazem ainda mais alento. «É difícil ser notado nestes clubes pequenos desta Liga, por isso é positivo», constata, determinado em continuar a incentivar uma ideia de jogo positiva.
«Não penso que alguma vez serei alguém que passe 75 minutos no limite da própria área para ver se consegue uma transição e marcar a partir de um canto. Teria dificuldades em ser o melhor tipo para essa função, se vir alguém a defender e deixar a outra equipa fazer 25 passes antes de lhes meter a mão, vou ficar aborrecido e mudar de canal», assegurou.
Ian Cathro deixou, na conversa mantida com a conhecida publicação britânica, a filosofia que tem exibido a cada semana em Portugal ao comando do seu Estoril.
«Construímos uma abordagem clara de como jogar aqui, que era menos baseada em jogar bonito, e passar mais a jogar sem medo, porque este clube vivia constantemente com o medo de ser despromovido e o que eu queria construir foi o caminho com que trabalhamos diariamente, que é completamente sem receio de tentar diferenciar da sensação de jogar para permanecer», explicou.
O técnico estorilista deixou ainda elogios e boas memórias dos tempos em que trabalhou como adjunto de Nuno Espírito Santo, que aponta tê-lo «influenciado a nível futebolístico e pessoal» e «ajudado imensamente», e Rafael Benítez, o que descreveu como «uma experiência realmente positiva».