Rafa, avançado do Benfica (foto: Miguel Nunes)
Rafa, avançado do Benfica (foto: Miguel Nunes)

Equipa ligada à corrente em noite de gala de Rafa: as notas do Benfica

Encarnados venceram e convenceram na primeira mão do play-off da Liga Europa, frente ao Aarhus. Vários brilharam, mas um em especial
Melhor em campo — Rafa (8)

Este quadrado é pequeno para lembrar e descrever a quantidade de bons lances e pormenores deliciosos de Rafa neste jogo. Aos dois minutos já estava a festejar o primeiro golo, surgindo a finalizar um lance que ele próprio iniciara, com um passe de calcanhar para Barreiro. Aos 11' serviu Bah, aos 14' rematou para grande defesa, aos 26' cruzou e deixou Sudakov em boa posição, aos 27' rematou de trivela para enorme defesa de Hedenstad, aos 30' mais um remate e mais uma defesa (neste lance o avançado do Benfica foi empurrado e por isso não finalizou na perfeição), e mais, e mais... Rafa esteve endiabrado, criativo, eficaz, mas ao mesmo tempo muito lúcido em todas as ações. E solidário a defender. Este Rafa não é só um bom jogador, mas é enormíssimo e faz realmente a diferença na equipa e no jogo.

(6) Samuel Soares — Sem culpa no golo sofrido, mostrou-se seguro. Autoritário nas saídas aos cruzamentos, foi confiante no jogo com os pés e mãos, e teve papel importante no lançamento dos companheiros para o ataque.

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(6) Bah — Muito vertical e agressivo no ataque, cruzou para o primeiro golo da equipa e deixou Pavlidis em boa situação para marcar, aos 11'. Teve problemas para lidar com a qualidade de Emmery e deu-lhe muito espaço para pensar no lance do golo do Aarhus.

(6) Tomás Araújo — Alternou entre o bom e o mau, mas sai com saldo positivo pela forma como subiu linhas de pressão e lançou ataques. Começou desconcentrado, mas cresceu, esteve no lance do segundo golo e aos 38' poderia ter marcado, mas finalizou mal um cruzamento de Dahl. Grande erro na forma como (não) marcou Bech e o deixou cruzar para golo.

(6) Lenglet — Teve registo similiar ao de Tomás Araújo, mostrando mais segurança a defender, mas igual capacidade para pressionar e qualidade na saída com bola e passe. Esteve perto de marcar de cabeça em mais que uma ocasião e, tal como o companheiro de setor, também pecou: aos 36' perdeu a bola de forma displicente (mas perto da área do adversário) e permitiu ao Aarhus construir o lance do golo sofrido por Samu.

(7) Dahl — Muito competente a fechar o flanco e com algumas subidas bem desenhadas e cruzamentos perigosos. Aos 38' colocou Tomás Araújo na cara do golo e aos 51' fez o mesmo com Pavlidis. Finalizou o jogo com um bom remate, para defesa de Hedenstad.

(6) Barrenechea — Deu geometria com bola e esticou bem a equipa, mas foi sempre demasiado posicional, perdendo várias oportunidades para progredir e poder ser mais infuente no jogo.

(7) Leandro Barreiro — Uma máquina que não pára, a defender e a atacar. Nem sempre faz bem, mas está sempre lá. Aos 17' rematou ao lado, aos 31' marcou mesmo, em lance de insistência e de oportunidade. Aos 47' mais um remate perigoso, de cabeça.

(7) Sudakov — Exibição muito interessante do ucraniano, com intensidade e pormenores que ligaram a equipa e a fizeram ganhar dimensão. Aos 13', pressionou o guarda-redes e, com felicidade, quase fez golo; aos 18', trabalhou bem na área e serviu Prestianni para remate perigoso; aos 26', recebeu cruzamento na esquerda e rematou com selo de golo, mas a bola desviou num defesa; aos 41', ofereceu a Pavlidis lance de golo.

(7) Prestianni — Marco Silva disse tudo: é impossível não gostar da alma com que joga o argentino, e a qualidade que tem. Aos 14' lutou e ganhou a bola e ofereceu lance de golo a Rafa; aos 17' lançou Barreiro com um passe delicioso, e o médio rematou para canto. Grande remate para boa defesa, aos 18'; e novo remate aos 29'. Pelo meio, grande ajuda defensiva e pressão agressiva e alta em todas as zonas do campo.

(7) Pavlidis — Finalizou sem sorte, aos 11' e 41', serviu os companheiros com qualidade e não tremeu na hora de concretizar a grande penalidade. Incansável e precioso a ligar a equipa.

(5) Richard Ríos — Deu dimensão física ao meio-campo, mas entrou ansioso. Rematou mal aos 76' e aos 88' acertou num defesa. Tentou ganhar um penálti, num lance em que pareceu ter espaço e tempo para decidir melhor.

(7) Schjelderup — Em pouco tempo fez muito. Quase marcou num cruzamento de Rafa (74'), rematou com perigo (78') e lançou Ríos na área (83'). Ligado e sintonizado com a energia da equipa.

(5) Jhon Durán — Teve pouca bola, mas quando a teve tratou-a bem. Grande passe a desmarcar Schjelderup (78') e remate potentíssimo (90+3') para canto.

(5) Aursnes — Primeiro jogo da época, lançado atrás do ponta de lança. Teve critério e inteligência na gestão dos lances, sem tempo para mostrar mais.

(5) Kaminski — Entrou com vontade, mas teve pouco tempo para deixar marca. Aos 90+1' teve espaço na área, manteve a bola, mas não fez a diferença no lance.

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