«Entrada de Bacci atrapalhou», confessa Botelho da Costa
Pedro Nuno saiu (do Estrela da Amadora). Cristiano Bacci entrou. E Vasco Botelho da Costa ficou de voltas trocadas: «Confesso que atrapalhou um bocadinho a preparação do jogo. Ainda que conheça o mister Bacci, claro que não consigo antever o que possa ser o sistema que vai usar, porque vai ter que ver, obviamente, com o entendimento dele dos jogadores que passou a ter à disposição.»
Ainda assim, o jovem treinador prefere adotar a perspetiva contrária e pôr o ónus nos próprios atletas: «Os jogadores têm de ter capacidade para dar resposta independentemente daquilo que o Estrela apresente. Por um lado, temos de estar preparados para vários cenários. Por outro, acho que dificilmente vamos encontrar um cenário com o qual ainda não tenhamos lidado. Portanto, olhamos para isto como um desafio e como um aliciante extra.»
«Ao longo da semana, concentrámo-nos muito em nós, em um ou dois cenários que julgamos ser os mais prováveis, mas sempre sabendo que pode acontecer qualquer outra coisa porque, por muito que tenhamos o nosso processo bem cimentado e saibamos o que é que temos de fazer, precisamos sempre de um adversário para, efetivamente, nos comportarmos de uma determinada maneira. Temos condições para nos adaptarmos rapidamente àquilo que possa vir a acontecer», afiançou, antes da receção aos estrelistas deste sábado às 15h30.
O mister, de 37 anos, prosseguiu afirmando que, na sua ótica, o principal ingrediente para triunfar é mesmo a «dimensão competitiva», algo em que reconhece que a sua equipa tem vindo a crescer: «Não que em determinado momento tenha faltado, mas acho que conseguimos dar um passo em frente nessa vertente que eu considero que vai ser sempre a mais importante.»
«Queremos ficar o mais acima possível na tabela e é só nisso que nos focamos», afirmou, antes de dizer que, ainda assim, os cónegos já têm de estar «com um olho naquilo que é o futuro, nomeadamente em relação a jogadores e à composição de plantel da próxima época».