Zverev
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«É melhor pararmos»: Zverev não gostou de pergunta sobre violência doméstica

Tenista alemão interrompeu entrevista ao L'Équipe após questão polémica

Campeão de Roland Garros, Alexander Zverev tornou-se o centro das atenções após interromper uma entrevista ao L'Équipe depois de ter sido questionado sobre acusações de violência doméstica.

Num dia extremamente agitado, com sessão fotográfica junto à Torre Eiffel, seguida de várias entrevistas para os principais meios de comunicação, o alemão começou por falar sobre como lidou com o nervosismo após se tornar o principal favorito, na sequência da eliminação de Jannik Sinner e Novak Djokovic.

«Ouve-se o que se diz, vê-se tudo o que acontece à nossa volta, mesmo quando não se procura ativamente. Mas tentei realmente focar-me em mim e nos jogos que tinha pela frente. Claro que houve muito ruído; sabia que, de repente, me tinha tornado o favorito e estava numa situação que nunca tinha vivido antes», afirmou.

«Também sabia que tenho 29 anos, que estou no circuito há mais de 13 anos e que tenho muita experiência. Agora controlo melhor as minhas emoções do que antes. No entanto, isto foi algo novo para mim. Pensei que estava a lidar bem com a situação, joguei bom ténis até à final. Na final, não fiz um bom jogo. Estava muito, muito nervoso, cheio de ansiedade. Mas, no final, consegui controlar os nervos e vencer, que é o mais importante. Na verdade, aquelas borboletas no estômago e aquela pressão surgiram dois dias antes da final. Estava nervoso e tenso. São emoções normais no desporto; apenas foram demasiado intensas. Mas consegui lidar com elas; controlei-as muito bem no início do jogo, joguei bem no primeiro e no quinto set, que foi o mais importante», acrescentou.

A parte mais desagradável da entrevista surgiu quando foi questionado sobre as acusações de violência doméstica feitas pelas suas ex-companheiras. O alemão interrompeu imediatamente a entrevista: «Em primeiro lugar, este não é esse tipo de entrevista. Em segundo lugar, sabe que essas acusações se revelaram falsas? Esta é a segunda vez que me pergunta sobre isso. Fiz tudo o que podia e a minha inocência foi provada. Acho que deveríamos parar, é melhor assim.»

No comentário da redação do L'Équipe, pode ler-se: «Não somos procuradores, nem juízes, mas notámos um certo desconforto após a vitória de Alexander Zverev no domingo em Roland Garros e ouvimos questões legítimas sobre como o assunto deve ser noticiado. Deverá o campeão alemão ser tratado como qualquer outro vencedor de um Grand Slam, passando discretamente por cima das sombras que o rodeiam desde que duas ex-parceiras o acusaram de violência doméstica?»

A antiga companheira de Zverev e mãe do seu filho, Brenda Patea, alegou que, durante um conflito, o tenista a «empurrou contra a parede e a estrangulou durante uma discussão no corredor», o que lhe provocou «dores na garganta e na zona do pescoço e dificuldade em engolir».

Em outubro de 2020, outra parceira do alemão, Olga Sharypova, acusou-o, na revista Racquet, de abuso físico e psicológico durante a relação: «Quando saí do duche, fui buscar uma toalha e ele veio e disse-me: 'Faz as malas agora e vai-te embora'. Respondi-lhe: 'OK, podes esperar uns minutos, estou nua'. Ele começou a bater-me e percebi que não podia ser o saco de pancada dele.»

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