PIF define plano de resgate financeiro para o Al Nassr
O Fundo de Investimento Público (PIF), proprietário do Al Nassr está a tomar medidas urgentes para conter a grave crise financeira que afeta o atual campeão da Liga Saudita. Recorde-se que o clube onde joga Cristiano Ronaldo encontra-se sob rigorosa vigilância financeira por parte da Liga de Futebol Profissional da Arábia Saudita.
De acordo com uma fonte próxima do PIF, foi delineado um plano de ação com três vias para resolver a situação. A primeira medida passa por restringir alguns dos poderes financeiros da atual Direção executiva do clube.
A segunda consiste na contratação de empresas de consultoria independentes nas áreas financeira, comercial e jurídica. O objetivo é aumentar as receitas comerciais, reduzir as despesas para garantir a sustentabilidade financeira e apresentar um plano com soluções e um cronograma para retirar o clube da sua situação precária.
Por fim, a terceira via envolve a análise de propostas de aquisição do clube da capital, com o PIF a mostrar preferência por uma aquisição parcial. Segundo a mesma fonte, existem atualmente duas ofertas sérias em cima da mesa.
Fontes do jornal saudita Arriyadiyah indicam que a dívida do Al Nassr ultrapassa os 187 milhões de euros, valor acumulado maioritariamente devido a decisões financeiras tomadas na época desportiva passada.
Uma das consequências imediatas desta crise é a proibição de novas contratações. Fonte próxima do PIF confirmou ao Arriyadiyah que a Direção executiva está impedida de contratar jogadores ou treinadores sem que haja liquidez financeira proveniente de patrocínios e outras receitas próprias do clube.
Questionada diretamente sobre se a Direção estaria impedida de fazer contratações para a nova época, a fonte foi inequívoca: «Sim, não haverá contratações a menos que a direção executiva garanta liquidez através das receitas do clube».
Estas decisões, segundo a mesma fonte, visam proteger o valor material, comercial e a base de adeptos do clube, evitando o aumento da dívida e reforçando o cumprimento das regras de governação.
Recorde-se que a governação das empresas desportivas detidas pelo PIF está sujeita à supervisão da FIFA e de outras entidades reguladoras para assegurar a concorrência leal entre os clubes detidos pela mesma entidade, obrigando o Fundo a garantir igualdade nos patrocínios e a não interferir nas decisões desportivas diretas.