E ao terceiro mês… houve ressureição ribatejana (crónica)
Passou fevereiro e o Alverca sem vencer. Veio março e nada de triunfos. Abril chegou e, por fim, a vitória voltou a ganhar vida. (Sábado de) Aleluia - suspirou a turma de Custódio, que não sorria assim desde a jornada 18 e só tinha duas vitórias fora de portas (a última em novembro).
O forasteiros entraram fortes. Igualmente forte foi, logo aos 5', o remate de Figueiredo, para tão moles mão de Van der Gouw… Em véspera de Páscoa, cheirou a frango natalício do guardião do emblema da Caravela (que, fora isso, se exibiu em grande plano). Num livre (estudado) ainda longe da baliza, o avançado rematou potente, mas à figura. Daquele que parecia um lance controlado pelo guarda-redes, a falta de firmeza traiu-o e... estava aberta a contagem.
A formação do Sul manteve o ânimo durante todo o primeiro tempo e continuou a criar perto da baliza rioavista. O segundo tento surgiu em mais um erro (e muita passividade) defensiva. Sandro Lima recebeu (21') um passe de Figueiredo, à entrada da área, dominou e, praticamente sem preparação, rematou rasteiro (sem hipótese) para dentro da baliza, aplicando a lei do ex (jogara nos rioavistas em 2013/14).
A grande oportunidade do Rio Ave nos primeiros 45 minutos saiu da cabeça de Blesa, naquilo que seria um prenúncio do que viria a acontecer na etapa complementar. Abbey cruzou pela esquerda e o ponta de lança fez a bola passar a escassos centímetros do poste esquerdo. Enquanto isso, na baliza contrária, Van der Gouw ia-se redimindo da culpa no golo inaugural, com excelentes intervenções.
Ao contrário do que se tinha vindo a verificar nos desafios anteriores, os vilacondenses estavam muito apáticos. Sotiris Silaidopoulos substituiu Nikitscher por Ryan Guilherme, antes do intervalo, e mudou o chip ao resto dos jogadores, no descanso. Resultou. Apesar de as primeiras oportunidades terem sido protagonizadas pelos visitantes, os anfitriões voltaram mesmo com outra energia e dinâmica.
Blesa (quem mais?) reduziu com naturalidade aos 59'. Numa jogada que já tinha sido ensaiada no primeiro tempo, Abbey cruzou pela esquerda e, desta feita, o avançado não vacilou.
O tento galvanizou o conjunto nortenho, enquanto o do distrito de Lisboa foi ameaçando (e bem) no contra-ataque. No entanto, o marcador não mais mexeu. Com este resultado, o Alverca chegou aos 32 pontos e ultrapassou na classificação o Rio Ave (30), que vencia há três partidas consecutivas.
As notas dos jogadores do Rio Ave (4x2x3x1): Van der Gouw (4); Vrousai (5), Gustavo Mancha (5), Brabec (4) e Nelson Abbey (6); Ntoi (5) e Nikitscher (4); Diogo Bezerra (4), Olinho (6) e Spikik (5); Blesa (6); Ryan Guilherme (5), Omar Richards (5), Tamble Monteiro (5), Liavas (-) e João Tomé (-)
As notas dos jogadores do Alverca (3x4x3): Matheus Mendes (5); Naves (6), Sergi Gómez (5) e Meupiyou (5); Nabil Touaizi (5), Rhaldney (5), Lincoln (6) e Isaac James (5); Figueiredo (7), Sandro Lima (6) e Chiquinho (6); Cédric Nuozzi (4), Vasco Moreira (5), Marezi (5) e Diogo Spencer (-)
Sotiris Silaidopoulos (treinador do Rio Ave)
O jogo teve duas partes diferentes. Na primeira, o Alverca foi melhor, demos muito espaço e permitimos que eles criassem oportunidades. Precisávamos de mudar algo. Na segunda, reagimos bem, com caráter. Marcámos um golo e lutámos até ao fim, criando oportunidades para chegar ao empate.
Custódio Castro (treinador do Alverca)
Na primeira parte, podíamos ter feito mais golos. E, às vezes, a diferença é mesmo essa, é aproveitarmos as oportunidades que criamos. Acabámos o jogo a sofrer, o Rio Ave está num bom momento, mas os meus jogadores sabem sofrer e isso deixa-me feliz e orgulhoso. Estão a crescer.
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