Duplantis, continua com o Mundo a seus pés, mas sem recorde
O sueco Mondo Duplantis sagrou-se este sábado, pela quarta vez consecutiva, campeão do mundo de salto com vara em pista coberta, em Torun, na Polónia. O atleta de 26 anos garantiu o ouro ao ultrapassar a fasquia a 6,25 metros na sua primeira tentativa, mas optou por não tentar bater o seu próprio recorde mundial de 6,31 metros.
No pódio, Duplantis foi acompanhado pelo seu principal rival, o grego Emmanouil Karalis, que ficou com a medalha de prata com um salto de 6,05 metros, e pelo australiano Kurtis Marschall, que garantiu o bronze ao passar os 6,00 metros.
Apesar da expectativa, o duelo entre Duplantis e Karalis, que este inverno se tornou o segundo melhor atleta da história da modalidade com um salto de 6,17 metros, não atingiu a intensidade esperada. O sueco, contudo, foi forçado a elevar o seu desempenho para assegurar a vitória. Após um início de concurso impecável, onde passou 6,00 metros com enorme facilidade, Duplantis abdicou de saltar a 6,05 metros, altura que Karalis superou à primeira.
Esta tática obrigou Mondo a enfrentar fasquias a 6,10 e 6,15 metros, enquanto Manolo, como é conhecido o grego, jogava com as alturas para tentar surpreender o campeão. A competição prosseguiu para os 6,20 metros, superados por Duplantis no primeiro ensaio. Karalis, por sua vez, falhou por pouco e decidiu arriscar tudo, passando diretamente para os 6,25 metros. Duplantis respondeu com sucesso, enquanto o grego falhou as suas duas tentativas restantes, selando o resultado final.
A chaque record du monde c'est 144 000 € de la fédération internationale. Calculez, Duplantis a gagné 2, 16 millions € depuis 2020. Une rente ! 1 cm par 1 cm, il peut aller jusqu'à 6m50 ? C'est sans compter les contrats pour les meetings, et les contrats persos. 6.17M - 2020… pic.twitter.com/DVptaAlObs
— 🅰ntoine VAYER 📸🖋️ (@festinaboy) March 13, 2026
Com esta vitória, Duplantis soma o seu quarto título mundial de pista coberta, após as conquistas em Belgrado (2022), Glasgow (2024) e Nanquim (2025), estabelecendo ainda um novo recorde dos campeonatos. Visivelmente desgastado por um concurso exigente, o sueco abdicou de tentar melhorar o recorde do mundo que estabelecera na semana anterior (6,31 m) e celebrou o título com a bandeira sueca aos ombros, perante um público polaco em delírio.
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