Dorgeles celebra no chão o golo que deu o triunfo ao SC Braga - Foto: Hugo Delgado/LUSA
Dorgeles celebra no chão o golo que deu o triunfo ao SC Braga - Foto: Hugo Delgado/LUSA

Dorgeles apareceu no fim e aproximou Istambul de Braga (as notas dos jogadores do SC Braga)

Final de jogo épico na 'Pedreira' com o costa-marfinense a marcar quase no último suspiro; choque de centrais na origem do golo alemão, mas no fim, todos saíram a sorrir
O melhor em campo: Mario Dorgeles (8)

Entrou para o lugar de Ricardo Horta e construiu uma boa oportunidade para ferir a baliza de Atubolu, mas a bola subiu e a ocasião perdeu-se. Muito mexido e com um jogo físico, tanto a atacar como a acompanhar as subidas de Beste e também de Philipp Treu, percebeu-se que o costa-marfinense estava pronto para mais do que assustar: queria o golo e procurou espaços interiores, tentando captar os cruzamentos de Victor Gómez. Nunca perdeu esse instinto de estar no sítio certo, à espera de abraçar o seu momento de glória. Valeu a pena esperar e ter paciência, porque praticamente no último suspiro, após defesa incompleta de Atubolu, Dorgeles não perdoou e colocou Istambul mais perto de Braga.

6 Hornicek — Apesar das ameaças do Friburgo, a defesa mais apertada surgiu já depois de mais de uma hora de jogo, num remate de Grifo. No primeiro golo, pouco mais podia fazer do que manter a posição perante a presença de Beste e Grifo, sem qualquer auxílio.

5 Lagerbielke — Foi mesmo infelicidade aquele choque com Paulo Oliveira que injetou o venenoso ataque dos alemães e resultaria no golo de Grifo — nome de pássaro ominoso, o camisola 32 do Friburgo deslizou com garras pela relva. Antes do intervalo foi agarrado na área, mas do penálti de Zalazar resultou apenas uma grande defesa de Noah Atubolu.

5 Paulo Oliveira — Fica marcado pelo lance do empate dos alemães, um misto de azar com alguma falta de noção dos terrenos que pisava, já que não se apercebeu da presença e ação de Lagerbielke, apesar de ter abordado o lance de frente. Ainda assim, não se deixou abater.

6 Vítor Carvalho — Podia ter sido a barreira decisiva para evitar o golo de Grifo, mas aquela fração de segundos em que ficou a ver (espantado) o choque de Lagerbielke e Paulo Oliveira foi o suficiente para falhar o corte e travar a corrida de Beste. Apesar disso, e do amarelo subsequente, batalhou com alma e o segundo golo só aparece porque foi dele o primeiro remate!

7 Víctor Gómez — Apanhou pela frente Grifo e Makengo, dois jogadores velozes e imprevisíveis, o que não o inibiu no primeiro arranque forte do SC Braga — bem pelo contrário. Surgiu na segunda vaga do ataque para convocar Tiknaz para um golo cheio de oportunidade. Depois, com o jogo mais partido, teve de ser mais criterioso a subir no terreno, mas no último cruzamento… deu golo.

7 João Moutinho — Atingiu uma proeza assinalável: ultrapassou Paolo Maldini e passou a ser o quarto jogador com mais jogos em competições europeias, 175. E está pronto para mais, a avaliar pela robustez que exibiu, ainda com aquela pontinha de atrevimento no último suspiro, quando iniciou a jogada do segundo golo.

6 Gorby — Muito vigilante aos movimentos de Manzambi, um dos craques dos alemães, o que, de certa forma, lhe limitou horizontes num jogo que pedia mais desamarração. Ainda assim, cumpriu com competência a missão e saiu de consciência tranquila.

7 Tiknaz — Muito inteligente a forma como apareceu de rompante na área, livre de marcação após um primeiro corte da defesa do Friburgo, aproveitando a distração alemã para abrir o ativo, desviando subtilmente a bola de Atubolu, o suficiente para tornar a defesa impossível. Continuou ligado à corrente…

4 Zalazar — Não ganhou o duelo com Atubolu da marca dos 11 metros, mas há que dar mérito ao guarda-redes do Friburgo: o remate foi bem colocado (talvez pedisse mais força) e a defesa, espantosa. Substituído por Fran Navarro aos 72’, depois de se perceber que não iria conseguir libertar-se desse momento tão impactante, já perto do intervalo…

7 Pau Víctor — Tem boa técnica e facilidade em aparecer em várias zonas do ataque, mas isso não significa que não se ofereça à marcação — e, nesse aspeto, os alemães estavam alertados. Tentou pelas alas e em profundidade, e em todas as circunstâncias a defesa alemã respondeu à altura, mas foi ele quem alimentou a ilusão do segundo golo, com passes e movimentos furtivos nas alas.

5 Ricardo Horta — Saiu cedo, lesionado, e a equipa ressentiu-se da sua ausência, sobretudo quando foi preciso ter mais ideias e estímulos para responder com critério ao empate. Nos minutos que jogou, foi uma fonte de problemas para o Friburgo.

5 Fran Navarro — Mais fixo entre dois centrais bem afinados (exceto no golo de Tiknaz), foi sobretudo um recurso de último fôlego. Apesar de batalhador, foi bem absorvido pelos alemães. Ainda ficou a pedir um penálti, mas o árbitro não foi na conversa.

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