Dois erros graves na arbitragem do Shakhtar-Sporting: a análise de Pedro Henriques
4’— Maxi Araújo, ao tocar com o joelho direito na perna direita de Alisson, desequilibrou o avançado brasileiro e interrompeu um ataque prometedor que entrava com perigo pelo corredor lateral da área. Livre direto bem assinalado, mas ficou um cartão amarelo por exibir.
13' — Há um contacto ligeiro e inconsequente, sem relação de causa-efeito que justifique a queda de Fotis Ioannidis. O avançado grego, ao sentir o toque da perna esquerda do defesa na zona glútea, deixou-se cair. Lance legal e sem qualquer infração para castigo máximo.
53’ — Na grande área dos leões, Kauã Elias remata de pé direito e a bola bate no joelho esquerdo e depois na perna direita de Eduardo Felicíssimo. Em momento algum houve contacto com o braço ou a mão: lance perfeitamente legal, sem motivo para grande penalidade.
A análise dos lances de mão/braço nas áreas, os dois amarelos mostrados e a boa relação com os intervenientes, sempre pedagógico
59’ — O golo leonino foi legal, sem qualquer infração por fora de jogo na jogada. Nem Luis Suárez, ao receber o passe de Silas Andersen, nem Issa Doumbia, que finalizou após a assistência do companheiro, se encontravam em posição irregular.
63’ — Lance típico de ressalto em que a bola ressalta do próprio corpo para o braço. No interior da sua área, Valeriy Bondar pontapeia a bola com a perna esquerda e esta, de forma inesperada, sobe e bate no seu antebraço esquerdo. Lance perfeitamente legal e sem motivo para penálti.
66’ — Maxi Araújo foi bem advertido com cartão amarelo. Em ação defensiva perto da sua área, projetou de forma negligente o braço direito, atingindo com o antebraço o rosto de Vinícius Tobias e interrompendo um ataque prometedor.
71’ — No interior da área leonina, Alisson cruza/remata e a bola embate à queima-roupa — a menos de um metro de distância — no braço direito de Maxi Araújo, que se encontrava em queda e usava o braço como apoio no solo. Sem movimento deliberado e num remate inesperado a curta distância: não há penálti.
A gestão disciplinar, o árbitro e o VAR, num penálti claro e óbvio, e o tempo adicional no segundo tempo, que foi escasso.
72’— Ficou um penálti por assinalar a favor dos ucranianos. Quaresma não susteve o movimento e entrou de forma descontrolada sobre Tobias: o joelho direito acertou na coxa direita e a perna esquerda atingiu o pé esquerdo do adversário. Entrada negligente passível de castigo máximo.
74’ — Cartão amarelo bem exibido a Isaque Silva por falta negligente cometida por trás sobre Silas Andersen. Com a perna direita, o jogador atingiu e desequilibrou o adversário, caindo de forma perigosa sobre o calcanhar esquerdo do médio dinamarquês.
90’ — Foram concedidos apenas três minutos de compensação numa segunda parte que teve um golo, dois cartões amarelos e seis momentos de substituição com a entrada de nove jogadores. Tempo escasso para as paragens registadas: justificavam-se, no mínimo, cinco minutos de tempo extra.
90+3’— Isaque Silva, que já fora admoestado, devia ter sido expulso por acumulação de amarelos. À entrada da sua área, com abordagem por trás e sem hipótese de disputar a bola, derrubou Zalazar com a perna direita, cortando ostensivamente um ataque prometedor.
Árbitro: Ivan Kruzliac (Eslováquia)
Árbitros assistentes: Branislav Hancko e Jan Pozor
4.º árbitro: Peter Kralovic
VAR/AVAR: Marco Di Bello e Daniele Chiffi
NOTA DO ÁRBITRO: 4
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