MP do Chile pede 22 anos de prisão para Valdivia por crimes sexuais
O Ministério Público do Chile solicitou uma pena de 22 anos de prisão para Jorge Valdivia, na sequência de acusações por crimes sexuais.
Segundo informações avançadas pelo jornal chileno Meganoticias, a acusação exige 12 anos de cadeia por uma alegada violação e outros 10 anos por abuso sexual.
O antigo internacional chileno, de 42 anos, que atualmente trabalha como comentador desportivo, chegou a cumprir prisão preventiva em duas ocasiões, entre outubro e novembro de 2024.
A investigação, concluída ao fim de dois anos de diligências, incide sobre acontecimentos ocorridos em outubro de 2024. O primeiro caso partiu da denúncia de uma tatuadora, que relatou que, após ter estado com Valdivia num restaurante peruano, perdeu a memória dos acontecimentos, vindo a saber mais tarde que tinham tido relações sexuais.
Dois dias antes, a 18 de outubro desse ano, já tinha decorrido outro alegado episódio de abuso noutro restaurante.
Entre a lista de testemunhas apresentadas pelo Ministério Público chileno figura Maite Orsini, ex-deputada e antiga companheira de Valdivia à data em que decorriam as averiguações — ambos terão trocado mensagens no momento em que o ex-atleta se encontrava com uma das duas queixosas.
A defesa de Jorge Valdivia rejeita qualquer prática não consentida: «A defesa de Jorge Valdivia sustenta que houve consentimento nos dois episódios. Sobre a primeira denúncia, a defesa afirmou que os dois já se haviam encontrado antes, que combinaram o encontro e que, após se verem no restaurante, foram ao apartamento a convite da mulher. Segundo a defesa, a relação sexual foi consensual. No segundo episódio, a defesa também sustentou que houve consentimento e apontou os registos de vídeo de antes e depois dos factos como elementos que, na avaliação da mesma, dão respaldo à versão de Valdivia. Esses são pontos concretos da defesa e precisam de ser examinados no processo e devem ser considerados. O Ministério Público chileno apresentou uma acusação, e cabe-lhe demonstrar, com provas, a prática dos crimes que atribui a Valdivia. Ele tem o direito de contestar essas imputações e de ver a sua versão examinada pela Justiça, a respeito da presunção de inocência. A gravidade das acusações exige rigor na análise das provas e cautela para evitar qualquer julgamento antecipado.»
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