Pochettino adaptou-se à cultura dos Estados Unidos
Pochettino adaptou-se à cultura dos Estados Unidos

Do basebol à música 'country': Pochettino alimenta sonho americano no Mundial 2026

Selecionador dos Estados Unidos adaptou-se à cultura do país e faz sonhar norte-americanos

Pochettino, o novo herói que faz os Estados Unidos sonharem com o futebol e com o Mundial 2026, está a viver uma rápida americanização, culminando com o tradicional primeiro lançamento num jogo da MLB, a liga de basebol, um privilégio reservado às estrelas. O selecionador dos Estados Unidos está a mergulhar de cabeça na cultura local, num momento em que o futebol domina as atenções desportivas no país.

Enquanto as ligas de hóquei no gelo (NHL), basquetebol (NBA) e futebol americano (NFL) estão em pausa, o futebol assume o protagonismo. A seleção tem cativado o público, com o jogo contra a Bósnia a registar uma audiência recorde de 24,43 milhões de espectadores só na Fox, tornando-se na partida de futebol em língua inglesa mais vista de sempre na televisão americana.

A equipa de Pochettino defronta a Bélgica nos quartos de final, em Seattle. A cidade, que já tinha recebido a equipa na fase de grupos para uma vitória sobre a Austrália, é um símbolo do crescimento do futebol no país, sendo a casa dos Seattle Sounders, conhecidos por terem os adeptos mais fervorosos nos Estados Unidos.

Num gesto que simboliza a união entre o futebol e os desportos tradicionais americanos, a seleção foi convidada de honra dos Seattle Mariners antes do jogo contra os Toronto Blue Jays. O evento decorreu no T-Mobile Park, um dos estádios mais icónicos da MLB, situado em frente ao Lumen Field. Este momento foi visto como a prova de que o futebol está a consolidar o seu lugar no panteão dos desportos nacionais dos EUA.

Quase todo o plantel da seleção norte-americana desfilou numa passadeira vermelha, sob aplausos do público. O momento alto foi o primeiro lançamento de Pochettino, que vestiu a camisola número 5. O selecionador até treinou o lançamento com a ajuda do guarda-redes Matt Turner, antes de atirar a bola para a luva de Dan Wilson, o manager dos Mariners.

«Muito obrigado. É maravilhoso estar aqui. Sentir o vosso apoio é incrível. Seattle é uma cidade fantástica, é uma cidade de futebol», afirmou Pochettino ao público. Cristian Roldan, médio da seleção e ídolo local nos Seattle Sounders, também foi protagonista ao entrar em campo com o tridente usado pelos Mariners para celebrar os home runs.

Pochettino adaptou-se à cultura dos Estados Unidos
Pochettino adaptou-se à cultura dos Estados Unidos

Apesar das suas raízes latinas e da sua formação futebolística na Europa, Pochettino tem abraçado com entusiasmo a cultura norte-americana desde que assumiu o comando da seleção. Esta atitude tem sido fundamental para criar uma forte ligação com a equipa. O selecionador apaixonou-se pela música country, ouvindo constantemente Ella Langley, e até elogiou a cadeia de fast food Chick-fil-A.

Gio Reyna comentou esta imersão cultural: «Agora ele ouve mais música country do que qualquer outra pessoa. É fantástico ver o quanto ele mergulhou na cultura norte-americana e se apaixonou por algo que provavelmente nem conhecia antes.»

A curiosidade de Mauricio Pochettino pelos desportos americanos continua a crescer. Depois de no passado ter procurado saber como se marca um touchdown e qual a técnica correta para um quarterback lançar a bola de futebol americano, o treinador aventura-se agora no basebol.

A sua adaptação à cultura americana ficou ainda mais evidente quando, no final de uma cerimónia, se ouviu nos altifalantes a canção Take Me Home, Country Roads. Este tema, que se tornou o hino desta caminhada mundial, fala sobre o regresso às raízes, sonhos, passado e futuro. Pochettino canta-a sempre com grande entusiasmo, como um verdadeiro norte-americano.

A iniciar sessão com Google...