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Neemias Queta: da paixão do futebol ao investimento no mundo das 'startup'
Não é propriamente uma novidade para o público português, e particularmente para os seus fãs, pois Neemias Queta nunca o escondeu desde o início e sempre revelou a sua paixão pela modalidade. Sobretudo quando era mais novo.
Mas, agora num momento em que decorre o Mundial de 2026, com a maior parte dos encontros a serem disputados nos Estados Unidos, tendo já ido assistir a alguns nos estádios, o poste luso reconfirmou-o numa curta entrevista à Slam, a famosa e mais importante revista de basquetebol americana, cuja peça também foi publicada no site.
«O futebol foi o meu primeiro amor. Costumava jogar quando estava a crescer. De vez em quando ainda jogo, a maior parte das vezes como guarda-redes para tentar evitar lesões. Acho que é bom para os reflexos, para conseguir agarrar passes no ar», partilhou o basquetebolista de Boston numa peça que tem como título: O poste dos Celtics, Neemias Queta, também está a competir no mundo dos negócios.
Isto deve-se a alguns investimentos que o único português a atuar na NBA tem efetuado, incluindo na startup nacional Hoopers. A mesma que está na organização do Neemias Queta Training Camp, destinado a jovens de ambos os sexos entre os 13 e os 17 anos, e que, entre 27 e 30 de julho, terá a sua terceira edição no Pavilhão da Quinta dos Lombos, em Carcavelos. O projeto tem também apostado na reabilitação e criação de campos de rua, assim como no circuito de basquetebol Hoopers League Pro-Am, que a BOLA TV vai voltar a transmitir.
«Agora que encontrou o seu lugar na liga, Queta está a usar a sua influência para inspirar a próxima geração de basquetebolistas portugueses que possam estar divididos entre dois amores», conta o jornalista De Marco Williams. «'O futebol é, sem dúvida, o principal desporto por lá', diz Queta, que começou a jogar basquetebol por volta dos 10 anos. “Mas sinto que [o basquetebol] tem estado a crescer ultimamente. Está a crescer em termos de pessoas a jogarem mesmo em clubes. Na minha opinião, tem sido uma excelente mudança.'», pode ler-se no artigo enquanto justifica o porquê da aposta nos campos para os mais novos enquanto está de férias.
Só que o investimento do internacional luso já vai muito mais além disso e André Costa, um dos fundadores e líderes da Hoopers, explica, no mesmo artigo, em que áreas Neemias está a apostar. E, quem diria, estão indiretamente relacionadas com o mundo em que trabalha: a NBA.
«'[O Queta] conseguiu chegar ao maior palco de todos, o que foi algo muito inspirador'», afirma André, que também está por trás da Felton, uma plataforma de análise de audiências que algumas equipas da NBA e a revista SLAM utilizam para compreender melhor o público que servem. A empresa está também inserida na NBA House que a liga promove todos os anos no Brasil, Rio de Janeiro ou em São Paulo, durante os Finals, e que recebe dezenas de milhares de pessoas, incluindo antigos jogadores de basquetebol e futebol brasileiros, assim como outras estrelas da televisão e música, ao longo do dia ou para assistir aos jogos ao vivo.
Aliás, o próprio Neemias já realizou ações de basquetebol junto a criação no Brasil e acabou or ser convidado para visitar o complexo de treinos do Palmeiras, onde passou o dia junto ao treinador português Abel Ferreira, que lhe fez uma visita guiada pela academia com o poste a acabar por marcar uns penalties contra o guarda-redes do verdão.
«'Em termos de valores, trabalho árduo e perseverança, acho que ele exibe tudo aquilo em que acreditamos como empresa'», sublinha André, irmão de Pedro Costa, que na passada temporada atuou no Illiabum, depois de ter passado pelo Queluz, Galitos do Barreiro, Estoril Basket e Barreirense.
Na conversa houve ainda tempo para falar da última época de Neemias Queta nos Celtics, a sua melhor de sempre desde que foi escolhido no draft de 2021 pelos Kings, onde esteve as duas primeiras temporadas até se mudar para Boston em 2023/24, sagrando-se logo campeão.
«'Começámos a temporada de forma bastante difícil, com 0-3'», recorda Queta. «'E à medida que fomos percebendo as coisas, encontrámos uma forma de ser mais consistentes com o nosso processo. Foi uma época cheia de crescimento. Acho que a principal lição que posso tirar é que o futuro é brilhante'», concluiu o poste, que terminou a regular season com médias de 10,2 pontos, 8,4 ressaltos, 1,7 assistências e 1,3 desarmes de lançamento em 76 partidas, 75 das quais integrando o cinco inicial. Tudo máximos de carreira, aos quais se podem acrescentar sete partidas no play-off.