Deschamps de regresso: «Para meu bem e da seleção, tive de sair»
Didier Deschamps está de regresso à concentração da França após ter falhado o duelo contra o Noruega (4-2), na terceira jornada, na sexta-feira devido ao falecimento da mãe.
O técnico de 57 justificou a decisão, na conferência de imprensa de antevisão ao encontro dos 16 avos de final contra a Suécia: «Foi muito difícil, mas para meu bem e da seleção tinha de sair.»
«Estou bem, estou aqui. Desde que voltei tenho estado focado. Agora começa uma segunda competição», garantiu. A FIFA não permitiu que a seleção francesa usasse fumos negros no duelo contra a Noruega, mas Deschamps defendeu que recebeu «apoio suficiente», quer dos jogadores, quer dos adeptos
«Nãos sei se é possível utilizar fumos negros, não muda muito. Não preciso», frisou.
Segue-se a Suécia que, na ótica de Deschamps, «não tem nada a perder». O técnico gaulês elogiou uma «boa equipa com uma presença física forte» e «muita qualidade no ataque com Elanga, Isak e Gyokeres». A França deve «jogar com humildade», «seriedade» e «concentração» para seguir em frente.
A França conta com opções de luxo no ataque, encabeçadas por Kylian Mbappé. O avançado do Real Madrid mereceu rasgados elogios do selecionador: «O Kylian defende, talvez não tão bem como os outros, mas também marca mais do que os outros. Ele tem uma missão. Abraça totalmente o papel de capitão.»
«A imagem exterior que as pessoas raramente reflete quem ele é. Ele procura sempre melhorar, tem batido recordes e vai continuar a fazê-lo. Ele pertence a uma gama de jogadores excecionais. É ótimo que seja francês e que esteja do nosso lado», frisou sobre o avançado que já leva quatro golos no Mundial.
As baixas
Deschamps tem dores de cabeça na véspera do duelo contra a França. O treinador gaulês revelou que Thuram está fora do duelo contra a Suécia devido a um problema muscular. A «falta de forma» de N'Golo Kanté pode precipitar mais uma ausência.
Já Saliba «tem problemas de costas que não começaram hoje», mas que não impedem a utilização. «Se ele não estiver a 100%, 99% está bom. Ele sabe que tem alguma coisa, mas não o incomoda», frisou.
A França defronta a Suécia a partir das 22h, em New Jersey.