Dérbi minhoto não deu para rodriguinhos mas foi Rodrigues a decidir (crónica)
Não foi espetacular (muito longe disso), a nota artística não entrou no relvado da Pedreira, os rodriguinhos ficaram para outras núpcias, mas houve... Rodrigues. Diego, no caso. Ou a história dos três dês: Diego decidiu dérbi.
O internacional sub-21 português precisou de pouco mais de cinco minutos em campo para soltar a bomba e fazer explodir a Pedreira: passe de Gabriel Silva, investida do camisola 50 pela meia esquerda e remate fortíssimo, de pé canhoto (o que estava mais à mão, diz-se na gíria futebolística), que Oliwier Zych não conseguiu suster.
Estava selado o triunfo dos guerreiros, o primeiro neste campeonato. Ao segundo jogo, já que para trás ficou um empate (2-2) no reduto do Moreirense, na ronda inaugural, bem como os adiamentos dos duelos frente a Gil Vicente e Estrela da Amadora, das 2.ª e 3.ª jornadas, respetivamente.
Gustavo Silva (10') e Tony Strata (12') quiseram dar corpo a uma entrada afirmativa da equipa orientada por Tiago Margarido, cabendo a Gabriel Silva protagonizar a resposta do lado arsenalista. Em todos os momentos, apenas fogachos.
E o perigo só não foi mesmo real junto da baliza de Oliwier Zych porque Pau Víctor demorou uma eternidade a responder ao excelente cruzamento de Víctor Gómez (grande passe de Lagerbielke a desmarcar o camisola 2 no flanco direito) e João Mendes, com excelente sentido posicional, a fazer a dobra em zona central (17').
Os rendilhados não estavam a sair aos principais artistas dos eternos rivais, sendo que, por esta altura, estávamos a assistir a um jogo de posse do SC Braga (tal como, de resto, é apanágio da estratégia predileta de Carlos Vicens), mas cuja bem organizada defensiva do Vitória conseguia controlar e, na maior parte das vezes, anular.
O caminho do perigo voltou a ser desbravado por Víctor Gómez, que na sequência de um solicitação convidativa de Mario Dorgeles fez estremecer o poste esquerdo da baliza contrária. Levava lume...
Até ao intervalo, Pau Víctor voltou a ter protagonismo em zona central, mas à tentativa do avançado espanhol respondeu Zych (43').
A etapa complementar ainda ousou oferecer mais dinâmica ofensiva dos vimaranenses, mas, de repente, penálti para os bracarenses: Alioune Ndoye carregou Pau Víctor, mas quando João Moutinho já se preparava para a conversão do castigo máximo chegou... o VAR. Pau Víctor estava em posição irregular e o lance foi anulado. Desilusão nos visitados, festa dos forasteiros.
João Mendes e Gustavo Silva quiseram aproveitar o embalo para colorirem o marcador a preto e branco, mas Bernardo Fontes não deixou. O mesmo aconteceu do outro lado, com Oliwier Zych a negar os festejos a Jovan Milosevic.
Chegámos, então, ao minuto 79. O que ditou o desenlace do desafio (mais três dês...): Diego Rodrigues não foi de modas e fuzilou autenticamente a baliza contrária e deixou a Pedreira em delírio. E o SC Braga segue invencível em 2026/2027: cinco vitórias e três empates.