Quando Diego puxou do canhão, a Pedreira explodiu (notas do SC Braga)
Passou pelo Vitória antes de rumar ao outro lado da rivalidade e, aos 21 anos, escreveu o seu nome na história do dérbi. Entrou aos 72' para mudar o jogo, assumiu o risco sem hesitar e encontrou no pé esquerdo a arma para incendiar a Pedreira: uma bomba sem defesa, digna de um menino que já se fez homem e continua a dar provas que foi talhado para estes grandes momentos.
O dérbi minhoto deixou diferentes protagonistas no SC Braga, numa noite em que a equipa de Carlos Vicens soube encontrar respostas nos momentos certos.
Desde trás, Bernardo Fontes foi corajoso a sair aos lances e seguro nas poucas vezes que foi chamado a intervir. Lagerbielke destacou-se na primeira parte pela qualidade do passe longo, enquanto Vítor Carvalho foi imperial nos duelos e no jogo aéreo, mesmo perante a presença física de Ndoye. Víctor Gómez voltou a aparecer muitas vezes em profundidade e esteve perto do golo aos 35', num remate fortíssimo ao poste, além de fechar bem o corredor na reta final.
No meio-campo, João Moutinho foi o patrão, sereno e seguro, com a experiência a falar por si. Ofereceu ainda a Milosevic um golo cantado com um passe magistral que lembrou o melhor do internacional português. Ao seu lado, Tiknaz teve uma noite apagada, enquanto Dorgeles começou desligado, melhorou na primeira parte, mas voltou a desaparecer após o intervalo.
Pau Víctor batalhou entre os centrais do Vitória, mas longe do auge exibicional. Falhou uma boa oportunidade aos 44 minutos, permitindo a defesa de Zych.
Gabriel Silva foi uma das grandes ameaças dos anfitriões, acelerando constantemente pelo corredor esquerdo e aparecendo várias vezes em zonas de finalização. Foi também dele a ação que deixou Diego Rodrigues em posição para decidir o dérbi. Milosevic teve a melhor ocasião da segunda parte antes do golo, mas não mostrou instinto letal. Já Tommy Marqués aproveitou a entrada para cumprir a estreia com a camisola arsenalista.
Notas do SC Braga
Bernardo Fontes (6); Lagerbielke (6), Vítor Carvalho (6) e Sergio Barcia (5); Victor Gómez (7), João Moutinho (7), Tiknaz (5) e Diogo Travassos (6); Dorgeles (5), Pau Victor (5) e Gabriel Silva (7), Milosevic (5), Tommy Marqués (5), Diego Rodrigues (7), Bajrami (-) e Fran Navarro (-)
Artigos Relacionados: