V. Guimarães saiu de Braga com uma derrota. Foto: Hugo Delgado/LUSA
V. Guimarães saiu de Braga com uma derrota. Foto: Hugo Delgado/LUSA

Gustavo Silva foi uma vela num Vitória às escuras (notas do V. Guimarães)

Conquistadores saíram derrotados do dérbi numa noite em que pouco conseguiu mostrar, mas encontrou em Gustavo Silva uma das raras faíscas de inconformismo. O extremo foi o mais ativo no ataque, sobretudo pela direita, mas não conseguiu evitar que a equipa vimaranense acabasse por se apagar perante um SC Braga superior
A figura: Gustavo Silva

Foi o elemento mais inconformado de uma equipa vitoriana que esteve longe do seu melhor. Descaído para a direita na primeira parte, deu o primeiro sinal de perigo, aos 11', e foi por aquele corredor que os vimaranenses mais conseguiram respirar, muito pelo seu espírito combativo e qualidade com bola. Entre a vontade de atacar e a missão de vigiar as subidas de Travassos, foi dos poucos a manter a chama acesa até ao fim.

Noite difícil na Pedreira para a turma de Tiago Margarido, com alguns jogadores a conseguirem deixar sinais positivos, mas sem esconder as fragilidades que acabaram por pesar no dérbi.

Oliwier Zych mostrou alguma hesitação e pregou um susto aos adeptos aos 40 minutos, quando tropeçou na bola e quase ofereceu o golo a Gabriel Silva. Redimiu-se com uma defesa de recurso, com o pé, a remate de Pau Víctor aos 44', e voltou a responder bem aos 74', negando o golo a Milosevic num duelo cara a cara.

No corredor direito da defesa, Tony Strata teve uma noite particularmente ingrata, com o velocíssimo Gabriel Silva pela frente, enquanto Óscar Rivas ficou condicionado desde cedo pelo amarelo e mostrou alguma permeabilidade nos duelos individuais, sendo superado a nível exibicional pelo colega do eixo central, Thiago Balieiro, que foi rápido nas intervenções e destacou-se num corte importante aos 36 ', quando travou uma jogada perigosa de Pau Víctor.

Lohann Doucet deu equilíbrio à equipa na posição 6 e mostrou qualidade, apesar de uma exibição sem brilho total, enquanto Samu Silva ajudou, a espaços, na pressão alta, mas teve poucos momentos a destacar com bola.

Alioune Ndoye foi uma presença física constante, forte na pressão, nos duelos e no jogo aéreo, embora por vezes com excesso de força e sem chances para visar a baliza. Quase borrava a pintura quando atingiu Pau Víctor ao tentar aliviar a bola e viu ser assinalado penálti, posteriormente revertido pelo VAR por fora de jogo.

Oumar Camara não teve oportunidades para mostrar serviço e Andersson teve uma estreia apagada com a camisola vitoriana.

Notas do V. Guimarães

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