Deniz Gul está no Mundial pela Turquia - Foto: IMAGO
Deniz Gul está no Mundial pela Turquia - Foto: IMAGO

Deniz Gul: «Para ser honesto, sempre quis jogar pela Turquia»

Atacante conta que a ligação ao país é muito forte, tanto na língua como nos costumes, e apesar de estar grato à Suécia, sente que cumpre «o sonho do Mundial» pelo país certo

Deniz Gul, avançado do FC Porto, manifestou à Sport TV a sua ambição e orgulho em representar a seleção da Turquia, um país que não marca presença num Mundial desde 2002, ano em que o jogador ainda não era nascido.

Com o olhar posto no futuro, Gul acredita no potencial da equipa nacional, afirmando que, apesar das dificuldades inerentes à competição, a Turquia «pode passar o grupo». Para o atacante, chegar a esta fase é a concretização de uma meta pessoal antiga, sublinhando que «sempre foi um sonho jogar no Mundial desde que era criança» e que se sente «muito feliz e orgulhoso» por ter alcançado essa proeza.

A escolha de representar a Turquia em detrimento da Suécia — país onde nasceu, cresceu e cuja camisola chegou a vestir nas camadas jovens — foi uma decisão de coração. Filho de pai turco e mãe sueca, Deniz Gul explicou que a ligação às suas raízes paternas sempre foi muito forte, mantendo o hábito de falar turco em casa. «Vou ser honesto, sempre quis jogar pela Turquia desde que era miúdo e, quando tive a oportunidade de mudar, fi-lo», reiterando que, embora guarde gratidão pela formação na Suécia, a sua preferência foi sempre clara.

Mesmo a viver em Portugal, o avançado faz questão de manter vivas as tradições da sua cultura. Um dos exemplos mais curiosos é a presença de kolonya logo à entrada da sua habitação, um spray de álcool perfumado muito comum nas casas turcas para receber os convidados. «Mal entras pela minha porta, tenho um spray de álcool para as mãos e isto é típico turco», revelou.

Além dos hábitos de higiene, a gastronomia é o que mais lhe desperta saudade, destacando o Adana Kebab — carne de borrego grelhada e condimentada — como o prato essencial que «todos deveriam provar.»

Olhando para a história do futebol do seu país, aponta a chegada às meias-finais do Mundial de 2002 como o «ponto mais alto de sempre» e elege Hakan Şukur como a grande referência histórica da seleção, descrevendo-o como «o herói dessa era».

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