De urgência a garantia: Ennio não larga as redes do Rio Ave
Ennio chegou ao Rio Ave para tapar um buraco que ameaçava tornar-se cratera: a lesão de Miszta e a fraca resposta, na altura, do segundo guarda-redes, o costa-riquenho Kevin Chamorro. Aos 26 anos, o neerlandês traz no apelido um peso de baliza – é filho de Raimond van der Gouw, histórico guarda-redes do Manchester United de Alex Ferguson – e rapidamente mostrou que não vinha apenas para compor plantel.
Formado no Twente, Ennio encaixa no perfil do guarda-redes moderno: competente com os pés, presença física marcante e seguro nas saídas aéreas. Chegou a Vila do Conde em finais de janeiro, por empréstimo do Zulte Waregem, precisamente para colmatar a ausência prolongada de Miszta.
Atirado às feras num calendário duro — estreou-se com o SC Braga e logo a seguir teve pela frente o FC Porto —, respondeu com maturidade. Nas últimas jornadas, tornou-se peça-chave na nova solidez defensiva do Rio Ave, assinando exibições firmes e ajudando a equipa a somar pontos em jogos fundamentais, como o empate com o Famalicão e as vitórias sobre o Tondela e o Estrela da Amadora.
Quanto a Miszta, que já esteve no banco nas últimas duas partidas, tudo indica que terá de esperar. O calvário do polaco começou a 17 de janeiro, depois do duelo frente ao Benfica. Diagnosticado com uma alteração lombar estrutural, o guardião foi obrigado a parar para um processo de readaptação funcional. A evolução foi positiva e, depois de ter começado o trabalho de relvado em fevereiro, o polaco recebeu finalmente luz verde para treinar-se sem limitações com o grupo.
O regresso oficial aconteceu no início deste mês de março, com Miszta a integrar a convocatória para o jogo frente ao Tondela, onde ocupou o banco de suplentes. Com o polaco recuperado, a luta pela baliza rioavista ganha agora nova vida, mas, por agora, é Ennio Van der Gouw o dono das redes.