De Rodrigo Mora às soluções para as laterais: tudo o que disse Farioli
Francesco Farioli, treinador do FC Porto, lançou este domingo o jogo de segunda-feira com o Gil Vicente e fez questão de deixar uma clarificação sobre um dos temas mais badalados do momento no universo azul e branco: Rodrigo Mora. O italiano também falou sobre a problemática nos corredores da defesa e sobre a importância de entrar bem no primeiro jogo fora de casa.
— O que espera da deslocação ao reduto do Gil Vicente?
—A atmosfera foi fantástica na semana passada. Penso que todos os bilhetes terem sido vendidos dizem muito do apoio que os adeptos estão a dar à equipa. É uma fantástica responsabilidade. Sabemos que vai ser um jogo difícil, não ganhámos nos últimos dois jogos lá.
— O que pode dizer sobre a situação de Rodrigo Mora?
— Vi muitos artigos e comentários. Gostava de clarificar. O Rodrigo é um jogador importante para o FC Porto e para o futebol português. Penso que não é saudável o que estamos a ver. Sobre o facto de não ter entrado. Tivemos de fazer duas substituições devido a questões físicas. É uma resposta clara para não ter entrado no último jogo. Como disse antes, o que o Rodrigo já fez na época passada, o que está a fazer e vai fazer. É um jogador talentoso. É jovem e precisa de evoluir e trabalhar. Como disse muitas vezes. Tudo será calmo e a sua evolução está a ser avaliada todos os dias. Está a trabalhar muito bem. Se continuarmos na linha do Jorge Costa, sempre pôs o clube à frente do treinador e dos jogadores. É o que precisamos de seguir.
— Em termos táticos, de que forma olha para o Rodrigo? Mais como médio-ofensivo puro ou como extremo-esquerdo, por exemplo?
— O Rodrigo, certamente, pela maneira como jogou, na época passada, antes do avançado, é a posição mais natural. É claro que num 4x3x3, a posição dele é ligeiramente diferente, estamos a falar de poucos metros, mas com tarefas diferentes, especialmente, sem bola. É um aspeto no qual ele tem de melhorar, tal como todos, porque é algo de novo para toda a equipa. Estamos num processo de aprendizagem, e o Rodrigo, pela qualidade e pelo entendimento do jogo que tem, interpretará o papel. Pode ser usado como extremo ou noutra posição, mas não vou dizer-vos qual [risos].
— Que atualização pode fazer sobre o estado físico do Francisco Moura?
— Começou a trabalhar connosco esta semana, fez treino condicionado, ontem [sábado] esteve quase em pleno. Teremos de tomar a decisão final depois do treino de hoje [domingo]. A situação ainda está sob avaliação.
— Como avalia o momento da equipa e o que pensa deste Gil Vicente?
— No jogo com o Vitória de Guimarães tivemos bons momentos, mas também houve outros de desconexão, há coisas a melhorar. Começámos mais tarde do que os outros, estamos em construção. Sobre o Gil Vicente, vimos jogos deles, do treinador em outros clubes, para entender a forma como vão pressionar, porque a equipa pode usar diferentes sistemas no mesmo jogo. Queremos conhecer o máximo possível da Liga, com vídeos, e temos a sorte de ter um grande departamento de análise, com o Osman [Kul], que veio comigo, e os elementos que já cá estavam, que me estão a ajudar a ter um melhor entendimento da Liga.
— Qual a importância do primeiro jogo fora de casa?
— É o primeiro jogo fora para nós, no início da semana abordámos os perigos do jogo com o Gil Vicente, é uma mudança de ambiente. Temos de fazer um bom aquecimento, uma boa abordagem mental. Temos de ser claros naquilo que pretendemos. Temos de lutar porque estamos no início da nossa caminhada e todos estes jogos são importantes.
— Durante a semana teve apenas Alberto Costa e Zaidu disponíveis como laterais de raiz. Como resolveu essa situação?
— Temos na equipa jogadores que podem adaptar-se neste período. O Francisco [Moura] está a voltar e temos outros jogadores, como o Zé Pedro ou o Nehuén Pérez, que já jogou lá. Na pré-temporada, testámos o Vasco [Sousa]... Há jogadores que podem ajudar nesta posição. Temos de estar preparados para cenários diferentes, que podem abrir uma porta para adaptações do ponto de vista tático
— Qual a importância de jogadores mais experientes como Diogo Costa e Eustáquio?
— Há elementos importantes, os jogadores que são líderes. Falou no Diogo [Costa] e no Eustáquio, mas deixem-me acrescentar o Cláudio [Ramos] e o Alan Varela, os capitães de equipa. O Luuk [de Jong] foi capitão durante muitos anos, o Bednarek é o capitão da seleção polaca. Muita atitude, mentalidade certa, quando falei com o presidente pela primeira vez, um dos tópicos principais foi ter um grupo forte, um grupo de identidade forte, com um núcleo duro com compromisso e trabalho pelo clube. Os jogadores que contratámos e os que vamos contratar têm de ter isso presente.