Gabri Veiga festeja o primeiro golo (LUSA)
Gabri Veiga festeja o primeiro golo (LUSA)

De líder a líder isolado com 20 minutos de luxo (crónica)

Primeira parte com muita bola e poucas oportunidades. A entrada na segunda parte foi implacável: golos anulados, enormes defesas de Arruabarrena, bolas na trave e, por fim, golos

O FC Porto garantiu a liderança isolada da Liga após entrada retumbante na segunda parte. Golos anulados, bolas na trave da baliza do Arouca e defesas fantásticas de Arruabarrena foram adiando o que parecia ser inevitável: festejos no Dragão. Que apareceu ao minuto 67, por Gabri Veiga, após avalancha ofensiva dos dragões. E reapareceu aos 86', agora pelo pé certeiro de Borja Sainz.

A trave, Arruabarrena e André Silva tinham evitado o golo. Até que, aos 67’, após slalom de 40 metros de William Gomes, que deixou partida a defesa do Arouca, o brasileiro abriu em Gabri Veiga, na esquerda. O espanhol rematou fortíssimo, com a bola a passar por entre as pernas de Arruabarrena. Era o primeiro golo sofrido pelo Arouca em 2026/27.

Os últimos arranques do FC Porto tinham sido demolidores: FC Porto-Alverca, golo de André Silva aos 9’; Rio Ave-FC Porto, golo de Nehuén Pérez aos 11’. Esperava-se, pois, que a defesa do Arouca passasse por grandes dificuldades logo de início, mesmo sabendo que ainda não sofrera golos na Liga: 1-0 em casa do V. Guimarães e 4-0 na receção ao Moreirense.

O jogo começou com uma avalancha ofensiva do FC Porto. Muita bola, defesa e meio-campo dos aroquenses quase encostados à sua grande área, com William Gomes a ser, de início, o mais perigoso dragão, pegando na bola na direita e, como quase sempre, desviando-se para o meio para tentar o remate ou o passe perigoso, talvez tentando aproveitar o relvado molhado pela intensa chuva que assolou o Porto.

Pepê recebeu a bola de William e, quase sem ângulo, rematou cruzado, com Arruabarrena a desviar para canto (6’). Era o primeiro sinal do guarda-redes uruguaio. Pouco depois, de novo William a rematar forte, com a bola a sofrer um desvio e a sair pela linha de fundo (8’).

Foi preciso esperar mais de 20 minutos para se voltar a ver um lance perigoso, muito embora a avalancha ofensiva do FC Porto se mantivesse intacta. Gabri Veiga rematou e Arruabarrena desviou para canto (30’). Por fim, William ganha a bola na raça, isola-se frente a Arruabarrena e toda a gente acreditou que faltariam milésimos de segundo para que os dragões festejassem. Porém, o remate do brasileiro saiu não muito longe do uruguaio e este, estendendo o pé direito, evitou o golo (34’). Quase golo, mas não passou do quase.

Só pertinho do final do primeiro tempo se percebeu que, sim senhor, Diogo Costa estava mesmo em campo, quando Barbero desviou de cabeça, na pequena área portista, mas o guarda-redes azul e branco defendeu sem dificuldade.

O intervalo chegou e com ele a clara sensação de que o FC Porto, mesmo sendo mandão no jogo, com muito mais bola e sempre muito perto da área do Arouca, sentia dificuldades para estar, de forma aberta, perto do golo. Tirando a bola rematada por William que o pé direito de Arruabarrena evitou que fosse para o fundo da baliza, muito pouco. 

Nenhum dos treinadores mexeu no onze após o descanso. Os dez minutos seguintes trariam muita emoção ao Dragão. O FC Porto reentrou muito forte no segundo tempo e, pela primeira vez, andou verdadeiramente perto de festejar. A começar pelo golo invalidado ao FC Porto, por falta de Alberto sobre Arruabarrena (54’). A seguir, cabeçada fortíssima de Pepê leva a bola à barra, após cruzamento de William (57’). 

Um minuto depois, William remata e Arruabarrena desvia para canto (58’). Por fim, após confusão na área, Javi Sánchez corta de cabeça para a zona frontal e Kiwior, de fora da área, manda uma bomba que só pára no fundo da baliza do Arouca, após deslize de Arruabarrena (59’). O Dragão, por fim, festejava. Mas por pouco tempo, pois, alertado pelo VAR, João Pinheiro invalida o golo porque André Silva, em posição de fora de jogo, perturbou a visão do guarda-redes.

A trave, Arruabarrena e André Silva tinham evitado o golo. Até que, aos 67’, após slalom de 40 metros de William Gomes, que deixou partida a defesa do Arouca, o brasileiro abriu em Gabri Veiga, na esquerda. O espanhol rematou fortíssimo, com a bola a passar por entre as pernas de Arruabarrena. Era o primeiro golo sofrido pelo Arouca em 2026/27.

Por cima do resultado, Farioli decide mexer: André Silva por Deniz Gul. Ponta-de-lança por ponta-de-lança. Vasco Seabra, que já tinha feito duas trocas antes do golo do FC Porto (Hyun-ju por Gozálbez e Barbero por Nandín), responde com as entradas de Pedro Santos (Van Ee) e Mansilla (Trezza). A ideia é clara e óbvia: ter mais bola e andar mais perto de Diogo Costa. Farioli não hesita e alarga a ‘batalha’ dos bancos: Gabri Veiga por In-beom e William Gomes por Borja Sainz.

O Arouca cresce um pouco e o FC Porto recua um pouco. Não cria muito perigo junto da baliza portista, mas percebe-se que o foco muda e deixa de ser defender a área de Arruabarrena para passar a ser incomodar a de Diogo Costa. O jogo solta-se e o resultado não está fechado. Borja recebe a bola de Gul e fica apenas com Arruabarrena na frente. Remata contra o uruguaio, perdendo-se o 2-0.

Por fim, aos 86’, quando Francesco Farioli ia meter Nehuén Pérez para defender o 1-0, Pepê foge pela direita e mete a bola, na zona central, em Borja Sainz. Que faz o que, segundos antes, não fizera: golo. O treinador italiano retira, então, Bednarek e mete Nehuén Pérez. O jogo e o resultado parecem, por fim, estar fechados. Froholdt ainda permite a Arruabarrena evitar o 3-0. O FC Porto passa de líder a líder isolado.

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