Dakar 2026: João Ferreira sacode o pó com o quarto lugar
João Ferreira (Toyota Hilux) terminou em quarto lugar dos automóveis na 11.ª das 13 etapas desta 48.ª edição do rali Dakar.
«Queremos imenso continuar a demonstrar o nosso potencial e hoje provámos que estamos preparados para isso. Isentos de problemas e situações de corrida, estamos totalmente capazes de lutar pelos nossos objetivos», realçou o piloto português, explicando que foi «uma etapa super rápida, com algum pó».
O leiriense concluiu os 346 quilómetros cronometrados entre Bisha e Al Henakiyah a 3.27 minutos do vencedor, o sueco Mathias Ekstrom (Ford Raptor), que bateu o francês Romain Dumas (Ford Raptor) por 1.22 minutos, enquanto o espanhol Carlos Sainz (Ford Raptor) ficou em terceiro, a 2.26.
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«Este não está a ser um Dakar fácil e prova disso foi a etapa de hoje. Subimos na classificação geral, o que acaba por ser um ponto positivo e motivante para atacar as duas etapas finais com toda a energia», disse o piloto oficial da Toyota Gazoo Racing South Africa, que subiu duas posições e é 19.º, a 3h03.10 do líder.
No topo da geral, segue o qatari Nasser Al-Attiyah (Dacia Sandrider), agora com 8.40 minutos de vantagem sobre o espanhol Nani Roma (Ford Raptor), à frente do francês Sébastien Loeb (Dacia Sandrider) que ocupa o terceiro posto, a 18.37.
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Maria Luís Gameiro (Mini) fechou o dia na 75.ª posição, a 45.08 minutos do vencedor.
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Nos SSV, João Monteiro (Can-Am) foi o melhor luso (6.º), a 4.28 minutos do vencedor, o norte-americano Brock Heger (Polaris), enquanto Hélder Rodrigues (Polaris) foi 13.º.
Brock Heger lidera confortavelmente a classificação geral, com mais de uma hora de vantagem, enquanto João Monteiro é o melhor português (5.º). a 2h35.13 horas, e Hélder Rodrigues é 24.º.
Já Pedro Gonçalves (BBR) foi o melhor português nos Challenger, com um 16.º posto, que lhe vale um 11.º da geral.
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Nas motas, Martim Ventura (Honda) foi o mais rápido na classe Rally 2, batendo o eslovaco Toni Mulec (KTM) por 2.22 minutos, sendo o sétimo da etapa, dominada pelos homens da Honda.
«Foi uma especial bastante tranquila, sempre a andar rápido. Teve algumas partes técnicas, mas muito divertidas. Tive apenas um problema com o 'tablet', que não validou uns waypoints e perdi ali um ou dois minutos com essa situação. Estamos quase no final da corrida e estou a adorar cada dia, estou muito contente com os resultados», contou Ventura, no final da especial, depois de recuperar até 12.º, enquanto Bruno Santos (Husqvarna) é 17.º, depois de ter terminado o dia na 19.ª posição.
O norte-americano Ricky Brabec (Honda) liderou quase até final, mas decidiu abdicar da vantagem de mais de três minutos que trazia para ter na sexta-feira uma melhor posição de partida.
Assim, o triunfo ficou para o compatriota Skyler Howes (Honda), que bateu por 21 segundos o francês Adrien Van Beveren (Honda), segundo, e por 1.15 minutos o espanhol Edgar Canet (KTM), terceiro.
Nuno Silva (KTM) foi 77.º nas motas e é 88.º da geral.
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Nos camiões, o navegador português Paulo Fiúza, que acompanha o lituano Vaidotas Zala (Iveco), terminou na segunda posição e mantém a liderança da categoria, com 16.24 minutos de vantagem sobre o checo Ales Loprais (Iveco), que venceu a tirada.
A décima segunda etapa do Dakar 2026 leva os concorrentes desde Al Henakiyah de volta a Yanbu, com uma especial cronometrada de cerca de 310 km inserida num total de aproximadamente 718 km entre ligação e troço competitivo.
Esta etapa representa a última grande oportunidade para baralhar as contas da classificação geral antes da etapa final, e combina vários tipos de terreno que exigem flexibilidade e precisão à medida que o rali se aproxima do desfecho.