Instagram/Claudia Rodríguez
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Cucurella revela amuleto de estágio: «Um pijama da minha mulher»

Defesa de Espanha repete ritual que começou em 2024... com bons resultados

Marc Cucurella tornou-se um dos jogadores mais carismáticos de Espanha, sobretudo depois de conquistado o título europeu em 2024, e prepara agora seu primeiro Mundial. Em entrevista ao jornal Marca, o jogador do Chelsea admite que este é o momento que encara com mais entusiasmo na carreira. «É muito difícil estar num Mundial. Todos os meus colegas que já jogaram disseram-me que não há nada maior e agora tenho essa oportunidade. Estou muito feliz e, acima de tudo, com vontade de começar», confessou.

O jogador sentiu os primeiros nervos ao chegar a Chattanooga e ver o hotel e os quartos personalizados para a equipa. «Senti aquele formigueiro e creio que é uma sensação muito bonita», descreveu, imaginando que a sensação antes da estreia contra Cabo Verde, na segunda-feira, será semelhante.

Na bagagem para o Mundial, Cucurella levou amuletos especiais, um deles que na Alemanha funcionou até a Espanha levantar a taça, e por isso é repetido. «Tenho uns porta-chaves que os meus filhos me fizeram. Também trouxe a camisola de pijama da minha mulher [Claudia Rodríguez], que me acompanhou no Europeu, e voltei a metê-la na mala para ver se traz a mesma sorte», revelou o jogador, que também leva um iPad para passar o tempo.

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A experiência de já ter competido e sido campeão nos Estados Unidos, no Mundial de Clubes, com o Chelsea, no verão passado, é vista como uma vantagem. «Para mim é como voltar. No ano passado já estive aqui e vivi o calor, as viagens e tudo o que uma competição neste país implica. Nesse aspeto, estou habituado», explicou, acrescentando que seria «muito bonito» regressar ao estádio onde jogou, que recorda como «impressionante».

Família Cucurella na final do Euro 2024
Família Cucurella na final do Euro 2024

Grimaldo e Xabi Alonso

Apesar da ansiedade inicial, o sono já está regulado. «Custou-me no início, mas agora já durmo muito bem há vários dias. Durmo a noite toda de uma vez», garantiu. Nos tempos livres, os jogadores têm aproveitado para jogar Nintendo e golfe, com autorização para sair, o que tem ajudado a que a concentração não se torne monótona.

Questionado sobre o que diria ao jovem Marc que começava a jogar futebol, a resposta é de gratidão. «Agradeceria pelo esforço que fez e dir-lhe-ia que todo o trabalho e esforço valeram a pena. Vai ter a oportunidade de jogar um Mundial», afirmou.

Sobre a concorrência direta com o ex-Benfica Alex Grimaldo, com quem mantém uma grande amizade, o jogador descreve a situação como «pouco habitual». «Poderia existir uma certa rivalidade, mas desde o início tivemos uma ligação muito boa e assim continuará. Jogue quem jogar, o outro estará a apoiar. Ambos sabemos que o mais importante é a equipa», frisou.

O projeto de Xabi Alonso no Chelsea foi outro tema abordado, com o jogador a admitir o seu interesse. «Sim. Falei com ele e transmitiu-me muita confiança. Além disso, falei com o Grimaldo e com o Borja, que trabalharam com ele, e falaram-me muito bem. O projeto parece muito interessante», revelou. No entanto, evitou fazer prognósticos para o Mundial: «Não me mate já. Vamos esperar».

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