Lateral direito está de saída do Valência, aponta ao Veneza e fala do presente, do passado, do futuro e do 'seu' Sporting

«Temos a melhor seleção e podemos chegar à final do Mundial»

Thierry Correia confia em absoluto na equipa comandada por Roberto Martínez e ambiciona voltar a vestir a camisola das quinas

— Tem internacionalizações jovens mas nenhuma pela Seleção principal de Portugal. É um objetivo de carreira?

— Sim, é um dos meus objetivos. Sei que é um objetivo bastante complicado devido à qualidade que existe; não só nos que estão convocados para este Mundial, mas também para os que estão ainda por vir. Sei que é complicado, mas sei que se trabalhar num bom ambiente no qual me possa expressar, onde possa exibir o meu futebol, sei que posso ter uma oportunidade de lá chegar.

— Os seus pais são cabo-verdianos? Nunca pensou em optar pela seleção de Cabo Verde?

— Sim, durante este ano tive alguns colegas meus a perguntarem-me o porquê de eu não representar Cabo Verde, que até está no Mundial e tem uma boa geração. Acabei por ter essa conversa com os meus colegas durante o ano e nunca me surgiu o interesse de representar Cabo Verde, porque a realidade é que eu em casa é tudo mais ligado a Portugal. Mas sei que é uma coisa que deixaria orgulhosa a minha avó, porque ela é de Cabo Verde. Sei que a deixaria orgulhosa. Mas um dia, talvez, quem sabe… O falar crioulo? A minha avó e o meu tio já falam....

— O que seria um bom Mundial para Portugal? E para Cabo Verde?

Portugal tem de ambicionar chegar à final. Tem que ambicionar chegar à final, pelo menos, não digo ganhar, mas temos Seleção para isso. Como já disse, acho que temos a melhor Seleção do mundo ou, pelo menos, a mais equilibrada para fazer uma ótima campanha. Cabo Verde penso que é uma seleção que pode surpreender, porque do que vejo, dos jogadores e da seleção, tem bastantes jogadores jovens e com qualidade que estão a aparecer. Sinto que podem, sinceramente, fazer uma surpresa.

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