Rui Borges e o simbolismo especial com um número particular que tem acompanhado a sua carreira
Rui Borges e o simbolismo especial com um número particular que tem acompanhado a sua carreira

Cravado na pele e na história: conheça o 7 de Rui Borges

No rescaldo da vitória em Bilbau, Rui Borges deixou no ar uma pista curiosa, quase em tom de confidência, que A BOLA agora revela. Do nascimento às remontadas épicas, o número que surge como fio condutor da carreira do treinador do Sporting. A vitória frente ao Athletic voltou a expor a curiosa ligação entre treinador e o algarismo que parece persegui-lo. Coincidência? Talvez. Mas há números que parecem mesmo gostar de fazer história...

Na conferência de imprensa de rescaldo à vitória do Sporting diante do Athletic, em Bilbau, Rui Borges deixou no ar uma pista curiosa, quase em tom de confidência: o número 7 parece estar talhado para ficar cravado na sua vida. Os factos, esses, revelados agora por A BOLA, continuam a dar-lhe razão. 

A ligação começa logo à nascença. Rui Borges veio ao mundo a 7 de julho, o sétimo mês do ano, e até no seio familiar o algarismo se repete: entre cada uma das suas irmãs existe uma diferença de sete anos. Coincidência ou não, o padrão repete-se ao longo do percurso futebolístico. 

Rui Borges tem o 7 tatuado numa costela, o número que utilizava enquanto jogador

Enquanto jogador, extremo de origem, o 7 foi companheiro frequente nas camisolas que vestiu. Tantas vezes o envergou que decidiu eternizá-lo: tatuou o número nas costas, selando para sempre uma relação que haveria de ganhar novos significados fora das quatro linhas. 

Entre cada uma das irmãs de Rui Borges existe uma diferença de sete anos...

Já como treinador do Sporting, o 7 voltou a surgir em noite europeia. Frente ao Athletic, os leões protagonizaram a sétima remontada da temporada, juntando este triunfo às reviravoltas anteriores frente a Santa Clara (Liga e Taça), Marselha, Paços de Ferreira, Nacional e Famalicão. Um traço comum de uma equipa que não desiste — à imagem do seu líder. 

Esta a imagem da estreia de Rui Borges antes da sua estreia como treinador, há sete anos, diante do Torcatense

Se a simbologia continuar a ser puxada pelo fio da memória, há exatamente sete anos Rui Borges defrontava e vencia o União Torcatense (1-3), dando início à sua carreira como treinador. Um ponto de partida modesto que abriria caminho a noites de maior palco e a reviravoltas épicas, como a vivida agora na Europa. 

Na chamada Liga Milionária, o Sporting terminou a prova em sétimo lugar, já entre os tubarões do continente, numa jornada ainda marcada por outro dado histórico: os leões quebraram a chamada ‘maldição espanhola’, vencendo pela primeira vez em solo de nuestros hermanos. Um feito com peso simbólico e estatístico. 

Vitória em Bilbau e qualificação direta para os oitavos da Champions foi o ponto alto do treinador fora de portas

Para Rui Borges, a vitória teve ainda sabor especial no plano pessoal. O técnico natural de Mirandela somou a quinta vitória numa só edição da Liga dos Campeões, um registo inédito na história do Sporting, que o coloca isolado no topo dos treinadores mais vencedores do clube numa única campanha europeia. Ao mesmo tempo, igualou o melhor desempenho de sempre dos leões na prova. 

Agora, resta saber que novos significados poderá ainda reservar o número 7 na carreira. Certo é que, na Europa, o treinador continua a dar cartas — e, como tantas vezes antes, com o algarismo da sorte a acompanhar cada passo. Coincidência? Talvez. Mas há números que parecem mesmo gostar de fazer história.