Costa Rica: escândalo com tiros afasta três internacionais da seleção
A seleção da Costa Rica foi abalada por um escândalo de indisciplina que resultou na exclusão imediata de três jogadores dos próximos compromissos internacionais. Kenneth Vargas, Warren Madrigal e Alejandro Bran foram afastados do estágio devido a um grave incidente noturno que envolveu armas de fogo e que já está a ser alvo de investigação pelas autoridades locais.
O caso ocorreu na madrugada de segunda-feira, junto a um bar no bairro de Los Yoses, em San José. Uma alegada discussão na via pública escalou para a violência e o automóvel de Alejandro Bran acabou por ser atingido por múltiplos disparos. Perante a gravidade do cenário, a Federação de Futebol da Costa Rica (FCRF) reagiu com mão pesada, confirmando que não estavam reunidas as condições para os atletas continuarem na comitiva.
O organismo máximo do futebol costa-riquenho evitou pormenorizar o tiroteio, mas emitiu notas oficiais onde reforçou que a disciplina e o respeito pelas regras são pilares inegociáveis para quem representa o país. Como consequência direta, o trio vai falhar os encontros de preparação frente à Colômbia, a 1 de junho em Bogotá, e diante da Inglaterra, a 10 de junho em Orlando (EUA).
As repercussões estenderam-se também ao plano de clubes. O LD Alajuelense aplicou sanções internas e suspendeu imediatamente Bran e Vargas da organização. O avançado Kenneth Vargas pertence aos quadros dos escoceses do Hearts e encontra-se temporariamente cedido por empréstimo ao emblema do seu país natal.
Esta crise institucional surge numa fase de transição para o futebol costa-riquenho, que falhou o apuramento para o Mundial 2026. O novo selecionador, Fernando Batista, contratado em março com um projeto válido até 2030, enfrenta agora o desafio de segurar o balneário e reorganizar a estratégia da equipa sem estas três opções.
Artigos Relacionados: