A razão pela qual Zverev pode usar o telemóvel durante os jogos
A presença de Alexander Zverev com um telemóvel durante os seus encontros em Wimbledon, apesar da proibição geral, tem uma justificação médica. O tenista alemão, finalista do torneio de singulares masculinos, sofre de diabetes tipo 1 e possui uma isenção especial para monitorizar os seus níveis de glicose.
O All England Club confirmou à BBC que os torneios do Grand Slam mantêm uma lista de jogadores diabéticos. A estes atletas é permitido o uso de telemóveis em court para verificar os níveis de glicose e administrar insulina, caso seja necessário.
Zverev explicou que utiliza dois telemóveis, sendo que um deles, sem cartão SIM, se destina exclusivamente a receber os dados do seu monitor de glicose. Esta tecnologia permite-lhe evitar as constantes picadas no dedo para medição. «É por isso que os árbitros me permitem verificar o telemóvel, para que eu não tenha de picar o dedo a cada troca de campo», esclareceu o jogador.
Recorde-se que um incidente recente no Halle Open, em junho, sublinha a importância desta monitorização. Uma avaria no seu aparelho levou-o a injetar uma dose de insulina muito superior à necessária durante a sua derrota na meia-final contra Taylor Fritz. Zverev relatou ter-se sentido «absolutamente terrível» e que precisou de consumir cerca de 350g de açúcar para contrariar o efeito da dose excessiva.
Para todos os outros atletas sem isenção médica, as regras da LTA são estritas. Os telemóveis devem ser «desligados e guardados antes de entrar no court», permanecendo fora da vista dos jogadores e do árbitro. A proibição estende-se a relógios inteligentes (smartwatches) e dispositivos semelhantes.
A violação destas normas pode resultar na «expulsão imediata do torneio» e levar a uma investigação formal por parte do organismo de arbitragem competente.