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«Inglaterra? É como ter a filha mais feia do mundo e dizer-lhe: 'oh, és tão bonita'»
A seleção de Inglaterra foi alvo de duras críticas pela sua exibição contra a Noruega, apesar de ter vencido o encontro por 2-1 e garantido um lugar nas meias-finais do Mundial 2026. As críticas mais contundentes vieram de Mike Grella, antigo avançado do Leeds United, que comparou de forma controversa os elogios à equipa a «ter a filha mais feia do mundo e dizer-lhe: 'oh, és tão bonita, querida'».
Grella, que atualmente trabalha como comentador para a CBS Sports, fez estas declarações durante a análise ao jogo dos quartos de final, no passado sábado. O antigo jogador, que também representou o Brentford e o Scunthorpe United, não poupou nas palavras para descrever o que considerou ser uma exibição muito pobre por parte dos Três Leões, mesmo sem nunca ter jogado pela seleção principal dos Estados Unidos.
Num vídeo partilhado pela CBS na rede social X, Grella foi implacável na sua avaliação. «A boa notícia é que vos restam dois jogos... e podem mesmo ganhar um Campeonato do Mundo. A má notícia é que não são muito bons a jogar futebol. Não são bons com a bola nem na transição. Deixam espaços inacreditáveis entre linhas», começou por dizer.
«Para os padrões ingleses, uma exibição muito fraca. É impressionante como são tão maus e ainda assim conseguem safar-se com uma vitória. É como ter a filha mais feia do mundo e dizer-lhe: 'oh, és tão bonita, querida'. Vamos ser francos, a forma como passaram neste jogo foi embaraçosa. Fizeram a Noruega parecer uma equipa de topo mundial. O mérito é que faltam dois jogos e podem ganhar um Mundial. Têm superestrelas inacreditáveis como [Jude] Bellingham e [Harry] Kane, mas em várias facetas do jogo, não são bons o suficiente, de todo», concluiu.
No mesmo painel de comentadores estava Troy Deeney, antigo avançado da Premier League, que, embora menos brutal, também se mostrou crítico. O jogador de 38 anos, que também nunca foi internacional, questionou a qualidade das exibições inglesas. «Continuam a dizer-nos que as boas exibições vão aparecer, mas podem não aparecer. Nas alas somos, na melhor das hipóteses, medianos. Quando está 0-0, jogamos com amarras. Disseram-nos que iam praticar um futebol ofensivo. Há tantas questões sobre o que vemos em comparação com o resultado», afirmou Deeney.
«Os resultados são brilhantes, continuamos a ganhar, mas a Noruega [com Haaland, que provavelmente fez o seu pior jogo do torneio e foi substituído] quando estava a tentar marcar, ainda conseguiu fazer 10 remates», acrescentou. Apesar das críticas à falta de brilhantismo, a Inglaterra de Thomas Tuchel está nas meias-finais e irá defrontar a Argentina por um lugar na final do próximo domingo. Caso a seleção inglesa ultrapasse os atuais campeões do mundo, terá pela frente Espanha ou França no jogo decisivo em Nova Jérsia.