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«Conhecem a Espanha?»: Deschamps alerta França para excesso de confiança contra o Iraque
Didier Deschamps, selecionador de França, deixou um aviso sério aos seus jogadores para que não subestimem o Iraque no próximo jogo do Mundial, agendado para segunda-feira, em Filadélfia.
Após uma entrada vitoriosa na competição frente ao Senegal (3-1), a França prepara-se para defrontar o adversário teoricamente mais acessível do Grupo I. No entanto, o técnico francês fez questão de alertar o balneário para os perigos de qualquer excesso de confiança.
Num discurso antes de um treino, divulgado pela federação, Deschamps foi claro: «Não os considerem nas vossas cabeças como uma equipa pequena, porque não é o caso».
Le discours du coach avant d'aller sur le terrain d'entraînement ! 🗣️ " pic.twitter.com/u72ppXtXRW
— Equipe de France ⭐⭐ (@equipedefrance) June 20, 2026
Para fundamentar o saviso, Deschamps recorreu a exemplos do percurso recente do Iraque, que ocupa o 60.º lugar no ranking da FIFA. «Conhecem a Bolívia? Boa equipa sul-americana… Eles foram ganhar ao México por 2-1 [no torneio de qualificação]. Conhecem a Espanha? Sim, foi um jogo de preparação, mas mesmo assim empataram 1-1», recordou o técnico.
O selecionador mencionou ainda o primeiro jogo do Iraque no Mundial, contra a Noruega. «No primeiro jogo contra a Noruega, que é uma boa equipa, aos 75 minutos, eles estavam a perder por 2-1. Depois, sofreram mais dois golos no final [resultado final de 4-1 para os noruegueses]», explicou, sublinhando a capacidade do adversário de competir durante grande parte do encontro.
Deschamps insistiu que a mentalidade será crucial para evitar surpresas desagradáveis. «Nenhum de vocês deve pensar que vai ser fácil só porque somos a seleção francesa», afirmou, acrescentando: «Outras equipas grandes, que jogaram contra equipas mais fracas que o Iraque, podem ter pensado assim. Pensaram que, mais cedo ou mais tarde, fariam a diferença. E não a fizeram. Não quero que isso nos aconteça».
Por fim, o técnico francês analisou os pontos fortes do adversário, descrevendo-o como «uma equipa aplicada que faz as coisas simples, um 4-4-2 com dois gigantes na frente (Hussein e Al-Hamadi), jogadores bastante técnicos e com capacidade de resposta».