Chelsea toma decisão sobre o treinador para a próxima época
O cargo de Liam Rosenior como treinador do Chelsea é visto como seguro, mesmo que a equipa falhe o apuramento para a UEFA Champions League. A direção do clube de Stamford Bridge não tenciona fazer uma avaliação formal ao desempenho do técnico antes do verão de 2027 e não tem planos para o substituir no final da presente temporada.
A única hipótese que poderia alterar esta decisão seria um colapso total da equipa nas últimas semanas da época, um cenário que o clube não antecipa. Embora o objetivo seja a qualificação para a prova milionária, o inglês, que assumiu o comando em janeiro, abandonando os franceses do Estrasburgo, não será o único responsabilizado por um eventual fracasso.
O Chelsea considera o próximo verão crucial para o recrutamento, com o objetivo de reforçar a resiliência mental do plantel e oferecer ao treinador mais opções. As prioridades passam pela contratação de, pelo menos, um defesa-central, um médio e um avançado. Na baliza, o regresso de Mike Penders, após empréstimo ao clube irmão Estrasburgo, é provável para competir pela titularidade, estando ainda por decidir a eventual contratação de outro guarda-redes.
A gestão da baliza tem sido, aliás, um dos pontos de crítica a Rosenior. A decisão de afastar Robert Sánchez no jogo da primeira mão dos oitavos de final da Chamoions contra o PSG, para depois o reintegrar após um erro e lesão de Filip Jorgensen, gerou instabilidade. O guardião espanhol pareceu afetado, tendo sido considerado culpado em pelo menos um dos golos na derrota pesada, por 3-0, contra o Everton.
Apesar disso, a estrutura dos blues acredita que o técnico de 41 anos está recetivo a críticas construtivas e confia na sua capacidade de aprender rapidamente com os erros. A visão interna é que Rosenior, que assinou contrato até 2032, só poderá ser avaliado de forma justa após um período de 65 a 70 jogos, e não após os 17 que leva até agora.
A recente série de quatro derrotas consecutivas, nas quais a equipa sofreu 12 golos, levantou questões, mas o clube atribui a irregularidade da época principalmente à saída inesperada do anterior treinador, Enzo Maresca. Curiosamente, apesar de uma vitória nos últimos seis jogos da Premier League, a média de pontos por jogo de Rosenior (1,7) é superior à do seu antecessor (1,6).
Ainda há muito em jogo esta temporada. O Chelsea prepara-se para defrontar o Port Vale, da League One (terceiro escalão inglês), nos quartos de final da Taça de Inglaterra, e na liga está a apenas um ponto do Liverpool, quinto classificado, posição que deverá garantir o acesso à liga milionária.
Uma das primeiras mensagens de Rosenior ao plantel foi a necessidade de reagir melhor às adversidades. A equipa respondeu inicialmente, conseguindo reviravoltas contra Nápoles e West Ham. Contudo, não recuperou do colapso em Paris. A esperança do clube é que a pausa para os compromissos das seleções permita ao treinador e aos jogadores reagruparem-se antes do regresso à competição.