Champions pode dar impulso de seleção a Gabri Veiga
A próxima época poderá ser determinante para a afirmação internacional de Gabri Veiga, numa perspetiva de carreira mais ampla, que passa pela seleção espanhola. Depois de um primeiro ano consistente na equipa portista, a entrada na Liga dos Campeões, uma estreia para o médio, surge como o passo que falta para consolidar o seu crescimento e colocá-lo no radar de La Roja, já depois de encerrado o Mundial 2026 e com o Europeu 2028 — organizado em conjunto por Reino Unido e República da Irlanda — no horizonte.
A concorrência no meio-campo espanhol é fortíssima e obriga a mais do que bons desempenhos internos. O contexto europeu, sobretudo na Champions, tem tradicionalmente um peso decisivo nas escolhas do selecionador espanhol, pela exigência competitiva e pela exposição mediática. O rendimento no campeonato também conta, mas, se os dragões fizerem uma boa campanha europeia e o espanhol tiver atuações ao nível do que mostrou na época passada, as probabilidades de ser chamado aumentam significativamente.
Apesar de Espanha ter médios de craveira mundial, Gabri Veiga parte com um perfil que pode diferenciá-lo. À qualidade no jogo interior que tem revelado no FC Porto junta capacidade de chegada à área e remate, características que potenciou no Celta de Vigo e no Al-Ahli. Essa combinação pode ganhar outra relevância em jogos de maior exigência, onde o espaço é reduzido e a decisão tem de ser rápida.
Depois de uma época em que somou 18 participações diretas em golo no FC Porto (seis golos e 12 assistências), o desafio passa por replicar esse impacto num palco mais exigente e mediático. Se o conseguir, ficará mais próximo de entrar nas contas do selecionador e, de certa maneira, fazer esquecer o passo que deu quando, muito novo, e com grandes clubes espanhóis e europeus atentos ao salto qualitativo dado em Vigo, decidiu abraçar uma aventura milionária na Arábia Saudita.
É provável que esse ‘desvio’ de rota tenha quebrado o elo que parecia formar-se com a seleção.Gabri Veiga ainda não chegou ao patamar máximo na equipa do seu país, mas não é um território completamente novo para o portista. Quando explodiu no Celta de Vigo, foi presença regular nas seleções jovens de Espanha e fez parte da equipa que atingiu a final do Europeu de sub-21, em julho de 2023, perdida para a Inglaterra, confirmando desde cedo o reconhecimento interno do seu talento. Nessa seleção, além do bracarense Víctor Gómez e de outro atleta conhecido dos adeptos minhotos, Abel Ruíz, pontificavam nomes como Aitor Paredes, Juan Miranda, Sergio Gómez, Oihan Sancet e Álex Baena (este último chamado ao Mundial 2026), entre outros notáveis dessa geração.
Cotação voltou a subir
Para o FC Porto, ter Gabri Veiga na seleção espanhola é também um fator de valorização de um ativo que aceitou descer o seu nível salarial para se destacar num dos clubes de primeira linha de Portugal. A sua cotação no Transfermarkt, que chegou a cair para os 18 milhões de euros, voltou a fixar-se nos 30 milhões que atingira no período em que se destacou no Celta de Vigo.
Se mantiver esta trajetória e acrescentar impacto europeu, poderá não só lançar candidatura séria a La Roja como elevar de forma clara o seu valor. O mercado de verão do FC Porto ainda abre a porta a mais um médio, mas que não deverá mexer com o estatuto de Gabri Veiga no setor. A ideia de Francesco Farioli é ter uma alternativa forte a Victor Froholdt, que na última metade da temporada foi Seko Fofana, entretanto de regresso ao clube de origem, o Rennes. Gabri tem em Rodrigo Mora o seu principal concorrente.
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