Álvaro Pacheco saiu com um largo sorriso do confronto com o FC Porto em 2025/26 (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO

Casa Pia: conheça os segredos da vitória histórica sobre o FC Porto

Treinador Álvaro Pacheco lançou desafio aos jogadores depois de empate «frustrante» diante do Aves SAD e introduziu algumas nuances táticas. Resultado: triunfo por 2-1, o primeiro dos gansos sobre os dragões

No histórico de confrontos entre o Casa Pia e o FC Porto, o balanço é simples de fazer: em dez jogos, somam-se oito vitórias dos dragões, um empate e apenas um triunfo para os casapianos.


Não é preciso recuar muito na fita do tempo para chegar a essa noite histórica para a formação lisboeta: aconteceu a 2 de fevereiro deste ano. Os azuis e brancos pareciam caminhar impantes e triunfantes rumo ao 31.º título nacional, dispondo de sete pontos de vantagem sobre o segundo classificado, o Sporting.

Defrontavam um Casa Pia que agonizava no fundo da tabela, fixado no 16.º lugar, o de playoff de manutenção.

RELEMBRE O ENCONTRO DA ÉPOCA DE 2025/26

O favoritismo teórico pendia claramente para o conjunto de Farioli, mas o desfecho em campo contrariou todas as apostas. No final da noite em Rio Maior, quem sorriu foi o emblema visitado, ao vencer por 2-1. O técnico dos casapianos era Álvaro Pacheco, que tinha assumido o leme há pouco tempo e revela agora a A BOLA os segredos de como conseguiu fazer história.


«Lembro-me perfeitamente de que era o nosso segundo jogo à frente do Casa Pia. No primeiro, tínhamos sofrido um grande dissabor: estivemos a vencer por 3-0 e acabámos por empatar 3-3 com o Aves SAD. Logo a seguir a esse encontro, para mexer com a cabeça dos jogadores, disse-lhes: 'Porque não ultrapassarmos esta frustração vencendo o FC Porto, quando ninguém espera que tal aconteça?' Foi uma abordagem psicológica ao confronto», relata.

Gaizka Larrazabal foi o autor do primeiro golo dos casapianos
Gaizka Larrazabal foi o autor do primeiro golo dos casapianos

Seguiram-se as nuances táticas. «Na altura, o ponta de lança titular deles era o Samu. Um dos segredos passava por não o deixar recuar muito no terreno para distribuir jogo para as alas e, depois, surgir na área a finalizar. Com bola, tínhamos de ser inteligentes e aproveitar os espaços que o FC Porto concede — como qualquer equipa grande — para realizar transições rápidas, aproveitando os nossos extremos para que o do lado oposto alguém aparecesse a finalizar. Foi assim que fizemos o primeiro golo, pelo Larrazabal, que apareceu muito bem ao segundo poste. Além disso, nas bolas paradas, queríamos explorar o muito espaço entre a linha defensiva e o guarda-redes. Foi daí que nasceu o segundo, ainda que tenha sido um autogolo do Thiago Silva», explica.

Internacional brasileiro Thiago Silva teve noite infeliz
Internacional brasileiro Thiago Silva teve noite infeliz

Outro fator decisivo foi não remeter a equipa ao reduto defensivo. «Tínhamos de ser pressionantes para condicionar a construção do adversário e, ao mesmo tempo, manter os olhos postos na baliza contrária para espreitar oportunidades e manter o FC Porto em alerta. Os jogadores cumpriram o plano à risca e alcançaram uma vitória que se revelou muito importante para depois termos conseguido o acesso ao playoff de manutenção», assume.

Colocando os olhos no desafio de sábado, o técnico de 55 anos entende que pode marcar o ponto de viragem na época dos casapianos, que se encontram no último lugar com apenas um ponto: «O Casa Pia mudou um pouco o paradigma e este ano tem um plantel com maior profundidade. O treinador também está a consolidar o processo e a equipa já denota alguma evolução. Para este encontro os futebolistas têm menos pressão e podem-se apresentar mais desinibidos, o que será favorável para uma boa exibição. Mas sempre conscientes da valia do FC Porto, que é poderoso.»

Casa Pia orientado por Filipe Coelho perdeu por 0-7 diante do Benfica
Casa Pia orientado por Filipe Coelho perdeu por 0-7 diante do Benfica

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