Donald Trump segura troféu do Mundial
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Casa Branca justifica interferência no caso Balogun: «Protegemos os contribuintes»

Andrew Giuliani, responsável da Casa Branca pela organização do torneio, explicou por que motivo os Estados Unidos decidiram intervir junto da FIFA

O caso Folarin Balogun, uma das maiores polémicas do Mundial 2026, voltou ao centro da discussão. Andrew Giuliani, representante da Casa Branca responsável pela organização do torneio, defendeu a atuação do governo norte-americano no processo que permitiu ao avançado disputar os quartos de final diante da Bélgica.

Balogun tinha sido expulso nos oitavos de final frente à Bósnia, após ver cartão vermelho direto, mas acabou por beneficiar de uma revisão da sanção por parte da FIFA, ficando apto para o encontro seguinte. A decisão gerou forte contestação e alimentou suspeitas de influência política, mais tarde confirmadas por Donald Trump.

Agora, Giuliani voltou a assumir a intervenção por parte dos Estados Unidos. «Primeiro, o árbitro [Raphael Claus] já tinha sido alvo de uma investigação no Brasil relacionada com cartões vermelhos. Depois, acreditamos que, nesse lance, o VAR foi utilizado de forma irregular. Por fim, era o nosso dever proteger os contribuintes americanos, que investiram milhares de milhões de dólares nesta competição e para garantir um Campeonato do Mundo justo», afirmou, em declarações à Gazzetta dello Sport.

O responsável norte-americano sustentou ainda que a atuação do governo teve como objetivo proteger a credibilidade da competição. «Tínhamos de agir perante esses elementos e de acordo com a nossa filosofia, baseada na justiça dentro e fora do campo», acrescentou.

O caso Balogun marcou o Mundial desde os oitavos de final. A revisão da suspensão foi vista por muitos como um precedente raro, sobretudo pela rapidez com que o processo foi conduzido, numa decisão que continua a gerar debate mesmo após o fim da participação norte-americana.

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