Carlos Carvalhal quer estrear-se com um triunfo no campeonato - Foto: FC Famalicão
Carlos Carvalhal quer estrear-se com um triunfo no campeonato - Foto: FC Famalicão

Carvalhal apela à paz no futebol português e promete um Famalicão competitivo

Treinador do emblema minhoto fez a antevisão do jogo com o Estoril, a realizar-se nesta sexta-feira

Na antevisão do jogo com o Estoril, Carlos Carvalhal apelou à «maior normalidade possível» no futebol português, sublinhando a importância de pacificar o ambiente num período crítico de negociação da centralização dos direitos televisivos.

Carlos Carvalhal quer uma época sem sobressaltos

Questionado sobre as polémicas recentes e a tranquilidade da Liga, Carvalhal distanciou-se, afirmando não ter «conhecimento aprofundado» sobre os acontecimentos. No entanto, deixou um desejo claro: «Espero que todos os intervenientes entendam isto. Estamos perto da centralização dos direitos televisivos e importa o máximo possível pacificar o futebol, que haja um futebol positivo, para que nós todos, todos os clubes, saiam beneficiados dessa negociação.»

Relativamente ao arranque do campeonato, o técnico mostrou-se confiante, apesar de admitir que a equipa ainda não está no seu pico de forma. «Tem sido uma pré-época boa, em crescendo. Nenhuma equipa está a 100% nesta altura, mas creio que a nossa equipa está preparada para competir», assegurou. Carvalhal prometeu uma equipa com uma atitude irrepreensível: «Podemos assegurar a competitividade da equipa, que é enorme. A vontade de ganhar também é enorme.»

Apesar das várias mudanças no plantel, com a saída de seis jogadores e a renovação de cinco posições-chave — centrais, lateral-esquerdo, médio ofensivo e ponta de lança —, o treinador está satisfeito com o grupo de trabalho. «Foi tudo muito bem feito por parte do clube, da estrutura. Foi feito com tranquilidade», elogiou, acrescentando que, se necessário, não hesita em recorrer aos sub-23 ou sub-19. Carvalhal antecipa que a equipa «vai ter uma cara diferente» e que irá «crescer com o tempo», à medida que os novos jogadores se integram.

Sobre o adversário, o Estoril, o técnico demonstrou conhecimento e respeito. «Conhecemos tudo, hoje em dia nós conhecemos tudo. É uma equipa que tem uma matriz que vem do passado, com excelentes jogadores», analisou. Carvalhal acredita que o novo treinador, Vasco Matos, trará «mais algum equilíbrio» a uma equipa que já era ofensiva, tornando-a «uma equipa a ter em conta no campeonato». Ainda assim, a ambição do Famalicão é máxima: «Respeito máximo, mas, ao mesmo tempo, máximo de ambição. Discutir cara a cara e olhos nos olhos com todos os adversários.»

O treinador confirmou ainda que já começou a imprimir o seu cunho pessoal na equipa, mantendo a base sólida do ano passado. «A equipa continua a ter uma consistência defensiva, que é a sua base, muito forte. É uma equipa consistente, muito competitiva», concluiu, reconhecendo que, embora o tempo seja «o grande inimigo» no futebol, o Famalicão está preparado para crescer ao longo da temporada.

O técnico do Famalicão abordou a nova temporada, sublinhando a importância do apoio dos adeptos e a sua filosofia de encarar o campeonato jogo a jogo, sem metas classificativas pré-definidas. Além disso, elogiou o fim das pausas técnicas no futebol português.

Questionado sobre os objetivos para a época, o treinador foi claro ao afirmar que não gosta de «criar barreiras», pois considera que estas podem ser «castradoras». A sua abordagem passa por focar-se em cada partida individualmente, com a ambição de vencer sempre.

«Porque é que a gente está a pensar no quinto, sexto ou sétimo lugares? E porque não olhar para os jogos todos e dizer assim: tenho uma equipa para competir com todos», questionou, explicando a sua metodologia: «Eu gosto que a equipa vá para o Estoril com vontade e atitude para vencer o jogo. E a seguir vamos ter o Marítimo, vamos ao jogo também para tentar ganhar os três pontos. É assim que eu gosto de caminhar no campeonato».

Para o técnico, a classificação final será um reflexo natural da competitividade demonstrada ao longo da «maratona» que é o campeonato. «Se não colocarmos barreiras, a equipa vai até onde ela puder», concluiu, acreditando que esta mentalidade evita o conformismo ou a descrença.

O treinador deixou também uma palavra aos adeptos do Famalicão, cujo apoio considera «inexcedível». Recordando que na sua apresentação falou da necessidade de união, reforçou o conceito de «família» que sentiu no clube.

«Os adeptos também nos apoiam, são parte desta família», afirmou, pedindo que esse apoio se manifeste sobretudo nos momentos difíceis. «Os grandes adeptos veem-se num momento em que a equipa pode eventualmente ter um ou outro resultado negativo e que mostram aí o seu verdadeiro amor do clube e o seu verdadeiro apoio».

Por fim, o técnico aproveitou para desejar uma boa época a todas as equipas profissionais e congratulou-se com a decisão do Conselho de Arbitragem de terminar com as pausas técnicas, uma medida que, na sua opinião, tornará o futebol «mais corrido» e «atrativo». «Congratulo-me muito por isso, porque podemos ver, com certeza, um jogo mais fluido e espero que seja um bom pronúncio para uma grande época para o futebol português», rematou.

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