Carrick deixa garantia sobre o futuro e assume: «O jogo escapou-nos...»
Apesar do momento delicado e do aumento da contestação em torno do seu trabalho, Michael Carrick assegurou que estará no banco de suplentes do Manchester United no compromisso da próxima terça-feira, diante da Roma, a contar para a UEFA Champions League.
A posição do treinador voltou a ficar fragilizada após a derrota, por 0-2, frente ao Chelsea, em Stamford Bridge, na tarde deste sábado. Com este desaire na Premier League, a formação de Manchester prolongou uma série negativa que já vai em nove encontros sem vencer, somando apenas dois triunfos nas últimas 13 partidas em todas as competições.
A direção do clube já tinha ponderado o despedimento do técnico na sequência da derrota por 0-3 frente ao Bournemouth, no fim de semana anterior. Na última segunda-feira, Omar Berrada e Jason Wilcox reuniram-se nas instalações de Carrington e decidiram manter a confiança no treinador. Apesar de terem surgido novos apelos à sua saída após o desaire em Londres, Carrick mantém o foco na partida europeia: «Agora estou apenas focado em preparar os rapazes para o jogo a meio da semana.»
Questionado se ainda acredita que terá tempo para inverter o rumo dos acontecimentos e sobre os aspetos positivos do primeiro tempo, Carrick deixou a sua análise: «Sim, bem, não se pode jogar da forma como jogaram, sobretudo na primeira parte. Não estou a dizer que tudo mudou de repente na segunda parte. Foi o jogo que nos escapou e tornou-se mais difícil. Sofremos um golo mau e depois é muito mais desafiante estar numa situação dessas com dez homens. Por isso, considero que a abordagem, a qualidade do futebol e a forma como jogámos na primeira parte são definitivamente encorajadoras, e temos de nos agarrar a isso.»
Apesar do resultado negativo, os adeptos dos red devils que se deslocaram ao recinto rival entoaram cânticos em apoio ao técnico ao longo dos noventa minutos, gesto retribuído com aplausos no apito final. O timoneiro não poupou nos elogios ao comportamento das bancadas.
«Os adeptos foram absolutamente incríveis. Pelo esforço e pelo dinheiro que gastam, e também por estarem a ser verdadeiramente postos à prova neste momento. Já viveram momentos muito altos ao longo dos anos e é fácil seguir pelo caminho oposto. Mas a forma como se mantiveram ao lado de todos nós, apoiaram a equipa e permaneceram no estádio perante as circunstâncias difíceis da segunda parte resume exatamente o que eles são. Temos de lhes dar algo que os motive numa boa direção, tal como fizemos na primeira parte. Não me estou a agarrar à primeira parte como um feito enorme, mas são esses os desempenhos e sentimentos que lhes temos de oferecer. Agradeço imenso por serem como são, estão a demonstrar tudo neste momento», referiu.
Carrick abordou ainda o peso da expulsão de Lisandro Martínez na segunda parte. «Não vi, por isso não sei se foi ou não [expulsão]. É um momento importante no jogo. A segunda parte fugiu-nos do controlo e é algo com que temos de lidar. O segundo golo e a perda de um jogador naquela altura tiveram uma grande influência, com certeza», salientou.
Confrontado com o perigo iminente de cair para os três últimos lugares da tabela classificativa, Carrick preferiu desdramatizar o cenário de estigma: «Temos de continuar a seguir em frente e ganhar jogos, tão simples quanto isso. Não há palavras que vos vá explicar agora que façam qualquer diferença. Não vão mudar nada. Temos de seguir em frente e vencer jogos.»
Por fim, o treinador do Manchester United lamentou a falta de eficácia que acabou por ser fatal. «São os altos e baixos e temos de lidar com isso. É preciso capitalizar quando as coisas estão a correr bem, e isso resume tudo. Quando se atravessa uma fase como a nossa, acontece isto. A única saída é concretizar as oportunidades, dar a volta e mantermo-nos no jogo quando as coisas correm mal por instantes. Não aproveitámos os nossos momentos e deixámos o jogo desmoronar-se demasiado quando as coisas nos foram adversas», concluiu.
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