Vítor Matos e César Peixoto com vitórias folgadas, NES volta a desiludir
O Swansea não podia ter respondido melhor ao desaire mais pesado da era Vítor Matos. Após a derrota expressiva, por 0-5, sofrida na jornada anterior frente ao QPR, a formação galesa recebeu e cilindrou o Blackburn Rovers, por 4-0, na 13.ª jornada do Championship, igualando o triunfo mais volumoso sob o comando do técnico português.
Com este resultado expressivo, que colocou fim a uma sequência de dois desaires consecutivos, o Swansea subiu à segunda posição do Championship. Em sentido inverso, o Blackburn Rovers, que chegava ao País de Gales moralizado, caiu para o 13.º posto.
A superioridade dos homens da casa começou a desenhar-se logo aos 11 minutos. Joseph Opoku ultrapassou Harry Pickering pelo corredor exterior e cruzou rasteiro para o ex-FC Porto Stephen Eustáquio encostar para a baliza deserta, inaugurando o marcador.
Pouco depois, o Swansea dilatou a vantagem. Aos 32 minutos, um passe em profundidade de Stephen Welsh foi cortado por Tom Atcheson, mas a bola sobrou à medida de Opoku, que, após uma receção orientada, rematou rasteiro para o canto inferior da baliza à guarda do desamparado Balazs Toth.
O caudal ofensivo manteve-se e o terceiro golo surgiu ainda antes do intervalo, aos 36 minutos. Stephen Welsh voltou a destacar-se com um excelente passe na diagonal a desmarcar Filip Lissah nas costas da defesa. O jovem de 21 anos disparou um remate rasteiro que, apesar do toque do guardião Balazs Toth, acabou no fundo das redes, assinando o seu primeiro golo como sénior pelo Swansea.
Na segunda parte, surgiu o melhor momento do encontro. Ross Stewart, que foi aposta a titular na frente de ataque em detrimento de Adam Idah e Zan Vipotnik, estreou-se a marcar com a camisola dos swans naquele que foi o seu primeiro jogo de início desde a transferência no verão. Desmarcado por Eom Jisung, o internacional escocês invadiu a grande área e desferiu um potente remate de pé esquerdo ao primeiro poste de Balazs Toth, selando a goleada incontestável.
César Peixoto também vence
O Wolverhampton somou a segunda vitória consecutiva ao bater o Cardiff, por 3-0, ascendendo ao terceiro lugar do Championship e atenuando a contestação recente em torno de César Peixoto, enquanto a formação galesa deu continuidade ao ciclo sem vitórias fora de portas.
A equipa da casa, com José Sá de início e Rodrigo Gomes e Mateus Mané a saltar do banco, construiu uma vantagem confortável logo no primeiro quarto de hora, graças aos golos madrugadores de Fer Lopez (11') e Adam Armstrong (15'). Já na segunda parte, antes de cumprida a hora de jogo, o defesa Ladislav Krejci, aos 58', sentenciou o encontro na sequência de um lance de bola parada.
Alvo de críticas por parte de alguns adeptos nas últimas semanas, César Peixoto vê agora o Wolves colocar-se a escassos dois pontos dos lugares de promoção direta.
Nuno Espírito Santo volta a desiludir
O momento difícil do West Ham no Championship agravou-se com uma derrota caseira, por 1-3, diante do West Brom. O desaire no London Stadium aumentou a pressão sobre Nuno Espírito Santo, que viu a sua equipa sofrer a segunda derrota consecutiva em casa e foi alvo da contestação dos adeptos no apito final.
Apontado como um dos favoritos à subida à Premier League, o West Ham caiu para o oitavo lugar da tabela, ficando agora a seis pontos dos lugares da frente. A partida até começou com o West Ham a tentar assumir a iniciativa, tendo Mohammadou Kante visto um remate ser desviado por Jayson Molumby por cima da barra, na sequência de uma jogada de Edvin Austbo. Contudo, aos 20 minutos, a formação visitante adiantou-se no marcador. Isaac Price abriu a defesa contrária, Jimmy-Jay Morgan cruzou rasteiro e o médio norueguês Felix Horn Myhre finalizou à queima-roupa.
Pouco depois, Price esteve perto do segundo, mas atirou ao lado. O West Ham conseguiu restabelecer a igualdade ainda antes do intervalo, aos 29 minutos, quando um remate cruzado do capitão Jarrod Bowen sofreu um desvio em Callum Styles e traiu o guarda-redes Max O’Leary. O segundo tempo trouxe novo rude golpe para a formação orientada por Nuno Espírito Santo. Apenas três minutos após o início da segunda parte, Price cruzou da esquerda, Myhre amorteceu e Morgan surgiu com espaço na grande área para bater Mads Hermansen.
Os visitados tentaram reagir e criaram perigo por intermédio de um cabeceamento de Max Kilman e de um disparo de longe de Kyle Walker-Peters, ambos travados por O’Leary. No entanto, o cenário piorou quando Walker-Peters foi obrigado a sair lesionado na coxa pouco depois de Nuno Espírito Santo já ter esgotado as cinco substituições. Logo a seguir, na sequência de um pontapé de canto batido por Price e de um corte incompleto da defensiva londrina, Styles atirou de fora da área e beneficiou de um desvio para sentenciar o 3-1.
Até ao apito final, a resposta do West Ham foi insuficiente para alterar o rumo dos acontecimentos, registando-se apenas um pontapé de bicicleta de Taty Castellanos, já na compensação, travado com segurança por O’Leary.
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