Carlos Vicens só pensa no Famalicão: «Nem me lembro dos jogos da Liga Europa...»
Famalicão. É este o nome que está na cabeça de Carlos Vicens desde os primeiros instantes que se seguiram à histórica goleada (4-2) aplicada ao Betis, na passada quinta-feira, e que selou a presença do SC Braga nas meias-finais da UEFA Europa League.
Logo na conferência de Imprensa realizada no Estádio de La Cartuja, o treinador dos arsenalistas, apesar de naturalmente feliz pelo feito internacional alcançado, deu conta de que a sua preocupação passaria a ser, de forma imediata, a recuperação dos jogadores e o dérbi diante do Vila Nova, referente à 30.ª jornada da Liga e que está agendado para as 20h30 de amanhã, na Pedreira.
Ora, já este sábado, na antevisão ao dérbi, Vicens reforçou essa ideia, explicando como passa a mensagem para o balneário que lidera.
«É muito fácil. Eles escutaram-me durante 10 meses e a mensagem não muda. O mais importante é o dia de hoje, nem me lembro dos jogos da UEFA Europa League. O meu foco está no Famalicão e em ajudar os rapazes a estarem o melhor possível», assumiu.
E falar do conjunto famalicense é antever um duelo extremamente complicado: «É um jogo difícil, como foi lá [em Vila Nova, na primeira volta]. Têm uma maneira de jogar muito clara e definida e que gosto de ver, com jogadores que nos podem complicar a tarefa. Sabemos que querem ganhar aqui. Estamos a preparar o jogo e esperamos estar ao nosso nível, ou seja, sermos competitivos, agressivos, com caráter e a saber ultrapassar as dificuldades.»
Mas o que o SC Braga alcançou em Sevilha, frente ao Betis, correu mundo e, de forma mais específica, inundou de felicidade e orgulho o universo braguista. E por muito pragmático que possa ser, Vicens não ficou, claro está, indiferente aos ecos do triunfo em solo espanhol.
«Como se viu nas nossas redes sociais, com as imagens do nosso balneário, houve felicidade depois do jogo, mas quando ganhamos há sempre felicidade. Somos uma família, os jogadores têm gostado de conviver uns com os outros. Depois, pouco a pouco, e também falei isso com eles, o que define as equipas grandes é serem capazes de repetir atuações de nível alto com regularidade e a isso juntar também estabilidade emocional. Antes de um jogo destes [com o Betis], num estádio muito grande, com imensa gente, era importante manter essa estabilidade emocional. Tivemos um pequeno êxito, mas a médio e longo prazo poderemos, se repetirmos essas atuações de nível alto, ter um êxito global», declarou, a propósito, e fazendo valer-se da experiência que a carreira que tem vindo a construir lhe confere.
Se há coisa que Carlos Vicens tem feito durante toda a temporada é um aproveitamento quase total do seu grupo de trabalho, uma vez que, dada a densidade competitiva dos bracarenses, têm vindo a realizar várias alterações de jogo para jogo, e amanhã pode não ser diferente. «Temos de fazer uma gestão. O Famalicão tem semanas limpas, pode repetir automatismos, tem tempo para preparar jogos. Estamos habituados a ter um calendário congestionado, agora é o momento de priorizar o descanso, treinar pouco, mas com qualidade. Temos de estar focados», constatou.
Na ocasião, o líder do balneário dos guerreiros falou ainda sobre Bright Arrey-Mbi, que saiu lesionado a meio da primeira parte do referido encontro europeu. Ainda não há certezas quanto ao tempo de paragem do defesa-central alemão, mas o pior cenário deverá estar colocado de parte: «Não me parece que seja nada para uma cirurgia, mas vamos ver. Assustou porque foi no joelho, mas não parece tão alarmante. Veremos como reage.»
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