Andrés Iniesta, Carlos Alcaraz e Mario Kempes levaram o troféu de campeão do mundo para o relvado - FOTO IMAGO
Andrés Iniesta, Carlos Alcaraz e Mario Kempes levaram o troféu de campeão do mundo para o relvado - FOTO IMAGO

Cerimónia de encerramento: Isto é futebol. Isto é união. E tudo isto é fantástico!

Donald Trump, presidente dos EUA, assistiu da tribuna à cerimónia de encerramento, que teve participação especial de Tom Cruise, Jennifer Hudson a cantar o hino e também grandes figuras, como Laura Pausini, Nicole Scherzinger, Robbie Williams

As bancadas encheram-se muito antes, a mais de uma hora e meia do apito inicial. Ninguém queria perder pitada. E as duas equipas já aqueciam no relvado do MetLife Stadium As estrelas bailavam com a bola. De um lado Messi, Enzo Fernández, Dibu Martínez ou Julian Álvarez. Do outro o menino Lamine Yamal, o maestro Rodri, Cucurella e Oyarzabal. E nas bancadas os adeptos dançavam ao ouvir A Voz. Estrela maior da música a cantar o eterno 'My Way.

Antes deste momento, passou pelo relvado Post Malone e IShowSpeed, que isto é a América e não há espetáculo desportivo que se preze que não tenha grande momentos musicais.

Na tribuna o presidente Donald Trump de mão no peito a ouvir Jennifer Hudson, vencedora dos prêmios Emmy, Grammy, Oscar e Tony a cantar com emoção o hino dos Estados Unidos. Que momento!

Juntaram-se à festa logo depois Laura Pausini, Nicole Scherzinger, Robbie Williamsnuma mensagem de união.

Até que entrou Iniesta, médio fabuloso, acompanhado por Mario Kempes, estrela da Argentina 1978. Foram eles a transportar o mais deseja dos troféus para o relvado, na companhia do tenista Carlos Alcaraz.

Só falta dizer que também o ator Tom Cruise teve participação especial numa cerimónia sóbria, mas que antes do jogo do ano e um dos mais importantes da história fez vibrar os adeptos.

«Isto é futebol. Isto é união. E isto é fantástico», as últimas palavras que deixou.

MAIS POLÉMICA COM A RELVA

A FIFA e o Comité Organizador do Mundial 2026 envolveram-se numa polémica com o estado de Nova Jérsia devido à venda de pedaços do relvado da final no MetLife Stadium. Os fragmentos, encapsulados em resina pela Keep Stub, variam entre 450 e 3000 dólares. O governo local contesta a iniciativa, alegando que os contribuintes investiram 13,04 milhões de dólares (11,4 milhões de euros)na conversão para relva natural, pelo que o estado devia beneficiar da receita. A FIFA desmarca-se, afirmando que a maior parte do lucro reverte para o comité local.

Esta ação espelha uma mudança de paradigma: o Mundial tornou-se uma máquina agressiva de monetização. Além da venda da relva, a FIFA lançou réplicas oficiais dos anéis de campeão e introduziu "bilhetes dourados" de hospitalidade a preços exorbitantes.

O preço dos ingressos regulares gerou duras críticas globais de adeptos e intervenientes, que acusaram a organização de elitizar o futebol. Rezam as crónicas que quem esteve nas banacadas para ver a final pagou, no mínimo, 6 mil euros (!).

BALOGUN E OS CONTRIBUINTES

Outra discussão que ganhou vida horas antes da final foi o caso Folarin Balogun. Andrew Giuliani, representante da Casa Branca responsável pela organização, defendeu a atuação do governo norte-americano no processo que permitiu ao avançado disputar os quartos de final diante da Bélgica, que venceu por 4-1.

«Primeiro, o árbitro [Raphael Claus] já tinha sido alvo de uma investigação no Brasil relacionada com cartões vermelhos. Depois, acreditamos que, nesse lance, o VAR foi utilizado de forma irregular. Por fim, era o nosso dever proteger os contribuintes americanos, que investiram milhares de milhões de dólares nesta competição e para garantir um Campeonato do Mundo justo», afirmou.

O Mundial 2026 vai deixar saudades, mas certamente que a razão não passa por todas estas incómodas novidades.

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