Miguel Figueiredo e José Neto, médio e lateral do Benfica, respetivamente (foto: Facebook/SL Benfica)
Miguel Figueiredo e José Neto, médio e lateral do Benfica, respetivamente (foto: Facebook/SL Benfica)

O Benfica venceu o Villarreal no último teste antes do primeiro jogo oficial da temporada, marcado para quinta-feira frente ao St. Gallen, na Liga Europa. Mais do que o resultado, o encontro com os espanhóis deixou vários sinais: a convicção de que Marco Silva ainda tem muito trabalho pela frente na construção da equipa e a ideia de que já foram dados alguns passos positivos.

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Numa primeira análise a alguns dos jogadores disponíveis do Benfica, ainda sem os jogadores que estiveram no Mundial e reforços por contratar, identifico quatro casos específicos que exigem decisões ponderadas por parte da estrutura do futebol profissional encarnado. O primeiro é Prestianni. O jovem argentino já soma mais de duas épocas no Benfica, sem ainda se afirmar plenamente. São evidentes as suas dificuldades na tomada de decisão no momento da definição, mas importa não esquecer que tem apenas 20 anos e apresenta características diferenciadoras. Frente ao Villarreal, Prestianni entrou e mudou o jogo do Benfica. Deu velocidade à transição ofensiva, trouxe desequilíbrio e encontrou a linha de passe que resultou no golo de Pavlidis — algo que a equipa não tinha conseguido até esse momento, já na segunda parte.

O interesse do Trabzonspor e de outros clubes é compreensível, mas 20 milhões de euros podem ser insuficientes tendo em conta a idade, o potencial e a irreverência do extremo. Na minha opinião, Prestianni ainda pode ser muito útil ao Benfica. Pode não ser titular indiscutível nem cumprir todas as promessas, mas parece um desperdício não explorar melhor o seu talento. Creio que nesta altura fará falta a Marco Silva. Basta recordar o caso de Schjelderup, que passou de dispensável a uma das maiores certezas em poucos meses.

Prestianni ainda pode ser muito útil ao Benfica.

Os outros três casos que merecem atenção são os jovens Banjaqui, José Neto e Miguel Figueiredo. Banjaqui e José Neto, laterais-direito e esquerdo, respetivamente, mostram qualidade e personalidade para integrar a equipa principal do Benfica. Ambos têm 18 anos e não devem passar a época como terceiras opções — algo que pode ser particularmente evidente no caso de Banjaqui, caso Bah e Dedic se mantenham no plantel. Já José Neto parece ter argumentos suficientes para disputar um lugar com Samuel Dahl.

Um jogador com o perfil e qualidade de Miguel Figueiredo precisa de competir regularmente.

Por fim, Miguel Figueiredo surge como um caso que, apesar de ainda precoce, merece acompanhamento atento. O médio-centro de apenas 17 anos, observado por Marco Silva na pré-época, demonstrou nos minutos que teve frente ao Villarreal uma qualidade técnica e visão de jogo impressionantes. Um jogador com este perfil precisa de competir regularmente. Dificilmente terá espaço imediato no onze principal do Benfica, mas o cenário ideal passa por ganhar minutos num contexto competitivo mais exigente do que os escalões de formação. Estes quatro jogadores não serão, seguramente, as decisões mais urgentes para Marco Silva, mas podem representar uma parte importante do futuro próximo do Benfica. E, por isso, merecem ser analisados com especial atenção.

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