Sub16 masculinos de Lisboa na festa da vitória. Fotografia A BOLA
Sub16 masculinos de Lisboa na festa da vitória. Fotografia A BOLA

Carlos Oliveira e o tri nos Sub16 de Lisboa: «Fiz o meu trabalho. Quem vier feche a porta e faça idêntico»

Técnico da associação de Lisboa contou que terminou a sua missão com três vitórias seguidas e quatro em cinco edições da Festa do Basquetebol. Sabe que não foi fácil bater Santarém na final, mas equipa soube resolver os problemas. Alerta para que estes jovens não desistam de trabalhar para o ano quando passarem a ter mais dificuldade em jogar

«Isso de ser favorito não é bem assim como as pessoas pensam. Mostrar que se é favorito é dentro de campo. Fazer as coisas como deve ser: defender, atacar, corrigir, não menosprezar o adversário, porque, à partida, o Santarém aparecia aqui como um outsider», começou por declarar o treinador Carlos Oliveira após Lisboa ter batido Santarém por 53-46 na final masculina de sub-16 que encerrou a 18.ª Festa do Basquetebol Juvenil, em Albufeira.

Desfecho que permitiu à associação de Lisboa ganhar todos os títulos, sub-14 e sub-16, em ambos os sexos. Êxito que aconteceu apenas pela segunda vez no evento, depois do Porto em 2023.

Carlos Oliveira, treinador da seleção de Lisboa Sub16 Fotografia FPB

Após, logo de manhã, a equipa feminina de sub-16 de Lisboa ter levado a melhor face às campeãs do Porto (46-31), dependia dos rapazes liderados por Carlos Oliveira concretizar o pleno. Não foi fácil, com o adversário a chegar a liderar por 31-19 no início do 3.º quarto e a manter tudo em suspense até aos 48-46.

«Esse mau começo aconteceu em todos os jogos (5). Não houve um único que começássemos bem. Não sei se tem a ver com a concentração — trabalhamos muito pouco tempo com eles —, se tem a ver com a maneira de estar e de ser deles? Se houvesse possibilidade de continuar a trabalhar, iria chegar a uma conclusão, mas assim não posso dizer seja o que for, posso estar a errar», justificou.

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«A minha equipa não está preparada para estas coisas: tanto fazemos muito bem como fazemos muito mal. Mas realizaram um bom trabalho, foram evoluindo de jogo para jogo aquilo que trabalhámos tanto. Estão várias equipas no torneio e as coisas não estão consolidadas. E nesta altura do stress, da fadiga e do cansaço psíquico, normalmente acontecem situações destas», foi contando o técnico da ABL um pouco antes da cerimónia do pódio.

«Uma das coisas com que me preocupei em preparar a equipa foi para isso. Correu bem, ganhámos. De qualquer maneira, trabalharam para tal. Estão de parabéns, assim como os clubes e treinadores que trabalham com eles», fez ainda questão de referir numa seleção que contava com elementos do Sporting (6), Benfica (3), Paço de Arcos, Cruz-Quebradense e Atlético.

Com o plantel mais alto da competição, onde se incluíam jogadores com mais de 2m, Carlos Oliveira foi questionado sobre o que se pode esperar destes jovens. «Após sairmos daqui, vou ter uma conversa com eles e espero que continuem a jogar. Para o ano vão ser sub-18 e terão mais dificuldades de jogar, e que não desistam. Nos seus clubes estão habituados a jogar muito tempo e acabam por passar ao lado das coisas. Agora, irão encontrar equipas com mais capacidade física, um outro basquete, e vão sentir a diferença. Conto que possam continuar e façam um trabalho futuro, porque há aqui jogadores com futuro», alertou.

E conseguiram que Lisboa fizesse um pleno, que apenas havia acontecido uma vez com o Porto? «Sim, além de termos ganho, este foi o meu último jogo. Terminei aqui a minha participação na ABL. É o meu último ano. Em cinco participações, tenho quatro vitórias (2022, 2024, 2025, 2026) e um segundo lugar (2023). Acho que fiz o meu trabalho. Agora, quem vier a seguir, feche a porta e faça um trabalho idêntico», concluiu.