Carlos Amado da Silva: «Vamos estar no Mundial da Austrália-2027»
«Portugal vai estar no Mundial 2007 na Austrália.» A promessa, em tom de certeza, é transmitida por Carlos Amado da Silva, presidente da Federação Portuguesa de Râguebi, no dia que confirmou a realização do jogo entre Portugal e a Escócia, equipa das Seis Nações, no dia 16 de novembro, no mítico estádio de Murrayfield, Edimburgo, na janela de novembro (Autumn Nations Series).
Em relação ao campeonato do mundo em solo australiano Amado da Silva explicou a A BOLA que os critérios de apuramento para a competição abrem as portas ao terceiro mundial dos lobos, depois de França 2007 e França 2023, o segundo de forma consecutiva.
«Vão quatro equipas europeias de forma direta, mais uma através de repescagem», assegurou. Uma qualificação que tudo indica passará, à imagem dos anos anteriores, pelo torneio bianual do Rugby Europe Championship (REC), prova em que a seleção nacional se sagrou no domingo, em Paris, vice-campeã europeia, pelo segundo ano consecutivo, e que foi ganha pela Geórgia, detentora de 16 títulos.
Sobre o convite da seleção escocesa, 5.ª do ranking mundial, a segunda equipa das seis Nações a entrar na rota dos lobos (Itália venceu Portugal por 38-31, em 25 de junho de 2023, no Restelo), o líder federativo não tem dúvidas sobre as razões que estão na base da ida à Escócia. «É o reconhecimento do que mostrámos no Mundial e pela forma como estamos a trabalhar, com responsabilidade e dificuldades, altos e baixos, num processo de renovação e que faz parte do crescimento», sublinhou.
A agenda não se fica por aqui. «Em breve haverá novidades», adiantou, relembrando a digressão ao Hemisfério Sul na Janela Internacional de julho da World Rugby.
16.º do ranking, Portugal defronta a 13 de julho a Namíbia (22.ª) e os bicampeões do mundo, África do Sul, líderes da hierarquia mundial. A partida com os Springboks está agendada para 20 de julho, em Bloemfontein (Toyota Stadium).
Os dois convites colocam a seleção nacional de râguebi nos holofotes do mundo e deixam Carlos Amado da Silva a sonhar com a concretização de uma aspiração. «Tentar, a médio prazo, integrar um oito Nações», relembrou.